Venda de imóveis em Vitória e Vila Velha mais que triplica
De janeiro a março deste ano, valor total obtido com transações cresceu 252% na capital e 217% na cidade canela-verde
As vendas de imóveis em Vitória e Vila Velha mais do que triplicaram em um ano. É o que revela o Radar Imobiliário, divulgado pela Apex Partners/Futura Inteligência. O levantamento compara os primeiros três meses deste ano (de janeiro a março) e o mesmo período de 2022, em volume financeiro.
Em Vitória, o crescimento foi de 252%, e em Vila Velha foi de 217%. Na capital, em março deste ano, foram 84 unidades novas comercializadas, em um Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 159 milhões.
Já Vila Velha fechou março deste ano com 52 unidades vendidas, em um VGV de aproximadamente R$ 79,85 milhões ao todo.
No total, no primeiro trimestre deste ano, as duas cidades tiveram 256 unidades comercializadas.
O mercado está em crescimento, e os números são um reflexo muito positivo para o setor, segundo o vice-presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Gilmar Pereira Custódio.
“No período da pandemia, houve retração de vendas, mas o mercado vem retomando seu crescimento desde o segundo semestre do ano passado. Com a demanda alta de agora, é possível que venhamos a ter escassez de produtos. Vai trazer a necessidade de novos empreendimentos”, afirma.
Juros
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Espírito Santo (Sinduscon-ES), Douglas Vaz, destacou que o mercado de imóveis aquecido representa a criação de mais empregos, mais renda para as famílias e receita para os municípios.
“Olhando para frente, estamos otimistas, mas vai depender da resposta das regras fiscais e redução da taxa de juros. Hoje a inflação está estabilizada e não justifica essa taxa de juros”, criticou.
O economista Ricardo Paixão destacou que o mercado aquecido demonstra a atratividade do Estado e, que apesar dos juros altos, a economia está se estabilizando e vive um novo momento.
Metro quadrado mais caro do País e usado valorizado
O mercado de imóveis aquecido e as cidades de Vitória e Vila Velha estando entre as cidades com o metro quadrado mais caro do País, influencia também no valor dos imóveis usados.
A demanda está alta nas duas cidades e com o valor maior na capital, segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado (Sindimóveis-ES), Erivelton Moreira.
“No imóvel usado, o cliente tem a vantagem de comprar e morar de imediato, bom para quem está investindo ou para quem vive de aluguel e quer ter a posse do bem logo”, afirma.
Com aluguel, os imóveis usados também não ficam para trás, e os índices mostram isso, com altos valores de aluguéis, diz Moreira.
“Isso se dá pela grande demanda. Há muita procura por imóveis, inclusive com fila de espera para alugar em bairros como Jardim da Penha, Praia do Canto, Bento Ferreira e Enseada do Suá, que são campeões na procura, principalmente os de 2 quartos e 1 quarto.”
“Todas as vezes em que temos esse crescimento, isto traz um reflexo muito positivo para o mercado Gilmar Custódio, Vice-presidente da Ademi
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Entenda
Crescimento de vendas
O aumento das vendas de imóveis residenciais primários foi de 252% em Vitória, no comparativo do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2022. Somente em março, foram 84 vendas, com Valor Geral de Vendas (VGV) total estimado em R$ 159 milhões.
A capital tem o metro quadrado mais valorizado entre as capitais do País, com valor médio de R$ 10.353, segundo dados do FipeZap de abril.
Em Vila Velha, o aumento foi de 217% no mesmo comparativo de Vitória. A cidade canela-verde fechou março com 52 unidades vendidas, com VGV total de aproximadamente R$ 79,85 milhões.
No primeiro trimestre deste ano foram registrados três lançamentos em Vila Velha, totalizando 188 unidades ofertadas, com VGV total de cerca de R$ 146,6 milhões. O preço médio do metro quadrado é R$ 7.522 nos dados de abril da FipeZap.
Bairros
No total, os lançamentos nas duas cidades, nos bairros Enseada do Suá, Praia de Itaparica e Praia da Costa, somaram R$ 267,9 milhões em valor total de vendas.
Fonte: Apex Partners/Futura Inteligência, FipeZap e pesquisa A Tribuna.
“Mercado aquecido representa criação de empregos e renda para famílias (...) mas os juros têm de cair Douglas Vaz, Presidente do Sinduscon
análise
“Terrenos escassos aumentam o preço”
“Vitória tem oferta de imóveis limitada, terrenos são escassos, o que eleva o preço dos lançamentos. E estes, por sua vez, impulsionam o mercado dos imóveis usados. Vila Velha segue o mesmo ritmo, considerando os bairros nobres. E, do outro lado, temos clientes que estão dispostos a pagar valores altos para morar em Vitória e Vila Velha.
Quanto à Serra, o mercado registrou uma valorização significativa. Porém, dado o cenário de grande oferta de terrenos em bairros em crescimento, eu acredito que demore muito a se igualar a valorização de Vitória e Vila Velha. Os profissionais do mercado imobiliário tendem a impulsionar a Serra como alternativa para quem tem renda um pouco menor.”, diz Patrícia Leslie, conselheira do Conselho Regional de Economia do Estado (Corecon-ES)
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