Usina de R$ 85 milhões vai produzir biometano com lixo em Vila Velha
Projeto terá capacidade para produzir até 32 mil metros cúbicos por dia e fornecerá gás renovável à rede da ES Gás a partir de 2028
A ES Gás assinou contrato com a GNR Vila Velha para receber em sua rede de distribuição o biometano produzido a partir de resíduos sólidos urbanos no município. A nova planta terá investimento estimado em R$ 85 milhões e capacidade prevista de cerca de 32 mil metros cúbicos por dia.
O fornecimento deve começar em 2028. O biometano será produzido na Central de Tratamento de Resíduos Vila Velha (CTRVV), em empreendimento da GNR Vila Velha, parceria entre o Grupo Lara e a MDC Energia.
Para conectar a unidade à rede, a ES Gás investirá R$ 7 milhões na implantação de um ramal de interligação e de uma estação de recebimento. O investimento foi aprovado pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).
A estrutura será dimensionada para receber toda a produção prevista da planta. Segundo a ES Gás, a conexão também amplia as possibilidades para consumidores adquirirem diretamente biometano dos produtores por meio do mercado livre.
Este será o segundo projeto de injeção de biometano contratado pela companhia. O primeiro fica em Cariacica e deve começar a fornecer o combustível à rede ainda em 2026.
Com a nova planta de Vila Velha e os demais contratos já firmados, a previsão da ES Gás é que 10% de todo o gás comercializado no mercado cativo seja proveniente de fontes renováveis. Esse mercado atende consumidores residenciais, comerciais, industriais e de gás natural veicular.
A conexão da unidade integra ainda um projeto maior de expansão da rede de distribuição em Viana e Vila Velha. O investimento total estimado é de R$ 29 milhões, já incluindo os R$ 7 milhões destinados à ligação da planta. O planejamento prevê avanço futuro da rede até a região de Ponta da Fruta.
Obtido a partir do processamento de resíduos orgânicos, o biometano possui características semelhantes às do gás natural e pode utilizar a infraestrutura de distribuição existente.
Segundo o presidente da Findes, Paulo Baraona, a ampliação da oferta cria uma nova alternativa para médias e grandes indústrias capixabas reduzirem emissões e diversificarem suas fontes de energia.
“Para o setor industrial, isso significa contar com mais uma alternativa energética para reduzir as emissões dos processos produtivos, diversificar as fontes de energia e avançar rumo à descarbonização da produção”, afirmou.
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