Preço do petróleo atinge maior valor no mês com espera por negociações por paz
Petróleo teve mais um dia de disparada e chegou a subir 3,84% nesta quinta-feira (30), a US$ 114,68
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O preço do petróleo teve mais um dia de disparada e chegou a subir 3,84% nesta quinta-feira (30), a US$ 114,68 à 1h30 (horário de Brasília), para o contrato de julho, que é o mais negociado e, portanto, a referência do mercado mundial.
A cotação desta quinta tornou-se a maior do mês, superando a marca de US$ 113,81 alcançada na quarta-feira (29), e a mais alta desde 31 de março, quando o barril Brent, referência mundial, chegou a ser vendido a US$ 119,24. Após atingir o ápice na madrugada, a cotação passou a cair e estava em US$ 108,96, às 9h, uma desvalorização de 1,24%.
Já a entrega de curto prazo para junho atingiu US$ 126,41 nesta quinta, mas tem um volume menor de negociações que os contratos de julho. Às 6h14, este acordo estava cotado a US$ 114,84.
O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA), teve o auge nesta quinta à 1h30, quando foi cotado a US$ 110,90 para entrega em junho, que é o contrato mais negociado para essa modalidade. Às 9h, a cotação já havia reduzido para US$ 105, queda de 1,71% em relação ao dia anterior.
O mercado acompanha as negociações entre EUA e Irã, que voltaram a trocar ameaças. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que acabou o período do "senhor bonzinho" e que os iranianos deveriam "ficar espertos" para aceitar a proposta dos EUA.
Já o Irã respondeu que não validará as condições norte-americanas e prometeu uma "ação militar sem precedentes" para acabar com o bloqueio dos EUA a navios ligadas ao Irã, que tentam trafegar pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.
Os norte-americanos voltaram a solicitar que outros países formem uma coalizão internacional para reabrir Hormuz, agora sob o nome de Construção da Liberdade Marítima (MFC, na sigla em inglês). O pedido já havia sido feito em março, mas não foi apoiado por alguns dos principais aliados dos EUA como Reino Unido, França, Itália, Japão e Coreia do Sul.
"A MFC constitui um primeiro passo crítico no estabelecimento de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio", informa o telegrama do governo dos EUA, que deverá ser transmitido oralmente às nações parceiras até 1º de maio.
Ao mesmo tempo, Trump deve reavaliar planos para novos ataques militares ao Irã para aumentar a pressão econômica sobre o país, o que poderia levar os iranianos a aceitarem as condições impostas pelos EUA.
O Irã exige a manutenção do controle sobre o estreito de Hormuz e quer o reconhecimento dos EUA de seu direito de enriquecer urânio para o que afirma serem fins pacíficos e civis. O país possui um estoque de cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, que poderia ser usado para várias armas nucleares se enriquecido ainda mais.
BOLSAS DA CHINA SOBEM NO MÊS
A indefinição nas negociações da guerra no Irã levaram os mercados financeiros a terem posturas diferentes. As Bolsas de Tóquio, Hong Kong e Seul caíram 1,1%, 1,28% e 1,38%, respectivamente. Na China, o índice CSI300, que reúne as principais companhias em Xangai e Shenzhen, também teve desvalorização de 0,06%, mas o índice SSEC, de Xangai, subiu 0,11% nesta quinta.
Já no mês, as Bolsas chinesas registraram uma forte alta nos índices de CSI300 (8,03%) e SSEC (5,66%), os melhores resultados desde agosto do ano passado.
Na Europa, a divisão também ocorreu nas primeiras horas de negociação desta quinta. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, subia 0,28%, às 9h, assim como Frankfurt (0,8%), Londres (1,39%) e Milão (0,19%), enquanto havia queda em Paris (-0,13%) e Madri (-0,18%).
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