Mercado de bicicletas tem 6.369 empresas no Espírito Santo
Crescimento do setor acompanha uso no deslocamento diário e lazer, com expansão de oficinas e adaptação ao novo perfil de consumo
Siga o Tribuna Online no Google
O Espírito Santo tem registrado crescimento no número de empresas do segmento de bicicletas, refletindo o aumento do interesse da população por mobilidade sustentável e atividades ao ar livre.
Atualmente, são 6.369 empresas de bicicletas em funcionamento no Estado, que incluem lojas e oficinas de manutenção, por exemplo, segundo a Junta Comercial do Estado (JUCEES). Em 2022, por exemplo, eram 4.563 empresas.
Esse avanço acompanha uma tendência nacional. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a produção de bicicletas no País deve chegar a 350 mil unidades em 2026, o que representa um crescimento de 4,3% em relação a 2025.
O cenário indica continuidade do processo de reorganização produtiva. A avaliação é que o mercado deve absorver novos modelos e acompanhar mudanças no perfil de consumo, segundo Fernando Rocha, vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo.
A expectativa é de crescimento sutil para os próximos anos, aproximando-se cada vez mais do período anterior à pandemia, disse Luiz Saldanha, diretor-executivo da Aliança Bike.
“Entendendo também que o mercado das bicicletas usadas segue bastante movimentado e estimulando o comércio de componentes”.
Na Grande Vitória, esse cenário é ainda mais favorável graças à boa rede de ciclovias, que incentiva o uso da bicicleta tanto para lazer quanto para deslocamento diário. A infraestrutura contribui diretamente para o aumento da demanda por bicicletas e serviços relacionados, impulsionando ainda mais o setor no Estado, destacaram empresários do setor.
Proprietário da Vix Planet Bike, Fábio Jacinto dos Santos afirmou que as bicicletas são procuradas para utilização no dia a dia, como locomoção para o trabalho.
“O modelo mais procurado no mercado hoje é a bike chamada de autopropelido, que tem um acelerador, um pedal assistido e limita a velocidade até 32 km/h”.
No caso de bicicletas comuns, as mais vendidas são os modelos com marcha tanto no adulto como no infantil, segundo o proprietário da Tecnobike, Edi Suliman.
Ele explicou que tem modelos de entrada mais simples que custam na média de R$ 600 até R$ 1.500, mas há modelos profissionais que chegam a média de R$ 100 mil.
“Bicicletas para trilha, com pedal assistido e motor central, começando em R$ 8 mil, R$ 20 mil, R$ 40 mil e até passando dos R$ 100 mil, que são para ciclistas de alta performance”.
Bicicletas
São 2.261 MEIs no setor
Crescimento do mercado
O Espírito Santo registra crescimento contínuo do número de empresas de bicicletas.
São atualmente 6.369 empresas ativas, quase 2 mil a mais que em 2022, por exemplo.
Do total de empresas em funcionamento, 759 são empresas de pequeno porte, 2.918 são microempresas e 2.261 são Microempreendedores Individuais (MEIs).
Abrir uma empresa no segmento de bicicletas é um empreendimento promissor para os apaixonados por bicicletas, mas exige planejamento e atenção a diversos aspectos além do conhecimento técnico.
Uma pesquisa de mercado detalhada é indispensável para avaliar a viabilidade do negócio. Entender os seguintes pontos é crucial: demanda local, concorrência, público-alvo e tendências.
Uma bicicletaria com um ponto comercial e oficina nos fundos precisa de uma área de 150 metros quadrados, com espaços para área de vendas, administração, e área de oficina. Também deve haver um espaço para um balcão vitrine e atendimento.
Maioria compra para utilizar no dia a dia
A maior parte dos consumidores compra bicicleta pensando no uso prático do dia a dia — deslocamento para o trabalho, estudos ou tarefas rotineiras. Esse grupo costuma representar cerca de 70% dos consumidores.
Lazer e esporte
Aproximadamente 25% adquire bicicletas para lazer, como passeios em parques, trilhas leves ou atividades em família. E em torno de 5% compra bicicletas com finalidade esportiva ou profissional. São atletas, principalmente.
Valores de comercializaçãoBicicletas de entrada (uso básico/urbano): média entre R$ 600 e R$ 1.500.
Bicicletas infantis: média entre R$ 300 e R$ 1.000.
Bicicletas semi profissionais e alguns modelos profissionais: média entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.
Bicicletas de estrada e de trilha: variam na média, entre R$ 8 mil e R$ 100 mil.
Bicicletas elétricas: modelos mais populares variam entre R$ 4 mil e R$ 12 mil, mas há modelos mais avançados, com valores que alcançam R$ 25 mil, por exemplo.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários