Instalação de montadora GWM deve atrair mais indústrias e empresas para Aracruz
Estado negocia chegada de fornecedores de autopeças, eletrônicos, aço e logística para cadeia automotiva na região Norte capixaba
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O governo do Estado planeja atrair indústrias de pelo menos 10 setores para estimular a produção de veículos no Espírito Santo — especialmente o investimento da Great Wall Motors (GWM) em uma fábrica em Aracruz, no Norte do Estado.
Fornecedores em diferentes frentes da cadeia automotiva, especialmente interiores, chicotes elétricos, peças plásticas, módulos eletrônicos, logística, estruturas metálicas, estampagem, vidros automotivos, processamento de aço e soluções ligadas à eletrificação, estão nesse rol, afirma o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume.
Na frente de atração de investimento está a agência NovaES, uma espécie de autarquia do Estado voltada para a captação de novos negócios para o desenvolvimento regional e de grandes projetos.
Empresas que oferecem soluções em automação, eletrônica, sensores, conectividade, eficiência energética, logística integrada e digitalização industrial e comercial fazem parte da demanda da indústria local, à qual a agência está “atenta”, afirma Christiane Menezes, gerente de Inteligência e Negócios.
“No caso da GWM, há espaço para fornecedores em todos os níveis e estamos conversando com essas empresas para a materialização dos investimentos”, comenta.
Mais de 50 oportunidades de negócios já foram mapeadas pela NovaES, sendo 17 diretamente ligadas à tecnologia, em setores como automotivo, eletroeletrônicos e healthcare, comenta a gerente.
“Enxergamos esse cenário de forma ampla, não sendo uma pauta de uma única empresa ou uma planta isolada, e sim pensando em fortalecer cadeias produtivas mais sofisticadas”, reforça.
A montadora, terceira maior fabricante mundial de picapes médias, assinou um termo de compromisso, em janeiro, para a instalação de um parque fabril na região de Barra do Riacho, em uma área útil de aproximadamente 1.700.000 metros quadrados.
De início, as operações serão no modelo CKD — com veículos desmontados vindos da China para montagem local —, mas o plano é evoluir para produção completa de todas as peças no local. O desafio é justamente desenvolver a cadeia de fornecedores regionais, para permitir maior competitividade.
Saiba mais
Indústrias de pelo menos 10 setores
Nova demanda industrial
A possível instalação da GWM no Espírito Santo abriu espaço para a atração de mais de 10 novas indústrias ligadas à cadeia automotiva. A movimentação envolve desde fabricantes de peças até empresas de tecnologia e logística.
A expectativa é que o Estado consiga ampliar a presença de fornecedores voltados à produção automotiva, especialmente em áreas ligadas à eletrificação e conectividade dos veículos.
Peças e componentes
Entre os segmentos com potencial de expansão estão fabricantes de chicotes elétricos, peças plásticas, módulos eletrônicos, estruturas metálicas, vidros automotivos e serviços de estampagem.
Também há expectativa de crescimento de empresas voltadas à automação industrial, sensores, eficiência energética e integração logística.
Tecnologia ganha espaço
O avanço da indústria automotiva aumenta a demanda por operações com maior conteúdo tecnológico. Além da produção de peças, o movimento envolve digitalização industrial, eletrônica embarcada e conectividade.
Dados da Nova ES apontam mais de 50 oportunidades de negócios em discussão no Estado. Dessas, 17 estão ligadas aos setores automotivo, eletroeletrônico e de healthcare.
Estrutura do Estado
Infraestrutura portuária, disponibilidade energética, logística integrada e presença da siderurgia aparecem entre os fatores usados pelo Espírito Santo para atrair novas empresas.
A possível instalação de uma fábrica de semicondutores também é vista como um elemento que pode fortalecer a atração de fornecedores ligados à indústria automotiva eletrificada — já que esse segmento demanda muitos componentes do tipo.
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