Guerra força capixaba a deixar investimento nos Emirados Árabes
Conflito no Oriente Médio levou empresa de Vitória a suspender fábrica nos Emirados Árabes e adiar expansão no mercado asiático
A guerra no Oriente Médio fez com que a Café Caramello, empresa sediada em Vitória, tivesse de paralisar investimentos nos Emirados Árabes Unidos (EAU). Foi o que contou a CEO da marca, Cristina Pascoli.
Com uma carga de 10 paletes de massa para produção de café em processo final de documentação para exportação, a empreendedora conta que precisou postergar o envio da remessa.
“A região está passando por uma incerteza, por conta do conflito. Não está tendo turista como antes, por exemplo. Vários investidores estão tomando essa decisão”, comenta Cristina.
A marca, no entanto, ainda planeja voltar a investir no país árabe após o término ou estabilização do conflito — que ainda permanece sem limites claros.
Ela explica que as documentações e avanços nos EAU foram paralisados até que seja possível voltar a realizar eventos corporativos internacionais, que são base para os lançamentos dos produtos.
Aliados dos Estados Unidos, os Emirados Árabes se colocaram na mira do Irã devido à presença de bases militares importantes para a estratégia americana.
O Golfo Pérsico, um canal de 340 quilômetros de largura, é o único ponto geográfico que divide os dois países. Ataques aéreos do Irã à infraestrutura militar americana nos EAU, e vice-versa, podem escalar o conflito e prejudicar a economia local.
O investimento da Café Caramello no Oriente Médio é relativamente recente. Cristina Pascoli anunciou a intenção de instalar uma fábrica nos Emirados Árabes Unidos em fevereiro do ano passado, como noticiou A Tribuna.
O modelo da fábrica, no entanto, depende de insumos produzidos na fábrica matriz, no Espírito Santo: a massa de café concentrada é enviada em conteiner para o país destino, onde vira a pasta aerada vendida ao consumidor.
A proposta de instalar fábricas em outros países visa a permitir a melhora na logística do produto. A pasta concentrada ocupa menos espaço para transporte e, ao chegar ao destino, pode se transformar em uma quantidade muito maior do produto.
A partir dos EAU, a proposta é de ser espalhado por todo o mercado asiático. O objetivo da CEO é abrir 30 novas franquias até 2028.
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