Governo Federal avalia auxílio para conter impacto do petróleo no preço do gás
Planalto avalia auxílio para conter impacto do petróleo sobre botijão, com foco em famílias de baixa renda e mercado interno
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O governo federal avalia medidas para evitar que o preço do gás de cozinha suba para o consumidor. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a ideia é criar uma ajuda emergencial para reduzir o impacto da alta do petróleo no mercado internacional.
A informação foi confirmada pelo jornal O Globo, com fontes próximas ao tema, após comunicado divulgado ontem pelo Ministério das Minas e Energia (MME).
No comunicado, a pasta informou que está estudando um conjunto de ações para mitigar os efeitos econômicos da escalada do petróleo devido à guerra do Oriente Médio. Sua estratégia deve combinar instrumentos de proteção ao mercado interno e subvenção a bens essenciais, como o gás. Ainda não foi informada a data exata.
“O objetivo é reduzir pressões sobre os preços de combustíveis, transporte e cadeias produtivas, preservar o funcionamento da economia e garantir a estabilidade do abastecimento doméstico, assegurando acesso aos energéticos sem comprometer a segurança e a justiça energéticas para a população”, comunicou a pasta.
No Brasil, cerca de 20% do gás de cozinha consumido é importado, “o que torna o preço ainda mais sensível às oscilações externas”, destacou o ministério. A principal preocupação, explicou a pasta, é proteger as famílias, principalmente as de baixa renda, já que o gás de cozinha é um item básico no dia a dia. Mas destaca que as medidas têm caráter excepcional, anticíclico e temporário.
Além do gás de cozinha, o ministério acompanha os efeitos da alta do petróleo em áreas como transporte e alimentos.
Presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás no Estado (Sinergás-ES), Cleber dos Santos Almeida explica que o valor do gás ainda não aumentou no Estado, mas afirma que isso vai acontecer.
“Ninguém está repassando ainda aqui no Espírito Santo, mas vai chegar uma hora em que será preciso. Já aumentou em algumas cidades por conta do diesel”. Ele acredita que o preço do frete deve aumentar na semana que vem, trazendo reflexos sobre o gás.
Mas a maior preocupação diz respeito ao programa Gás do Povo. “Se o governo não reajustar para cima, a categoria não vai entregar”.
Alerta para risco a programa social
Distribuidoras de GLP, o famoso gás de botijão, pediram “urgência” na atualização dos preços de referência vigentes do Programa Gás do Povo. A medida foi requerida por meio de ofício ao Ministério das Minas e Energia pelo Sindigás, sindicato que reúne as empresas distribuidoras, segundo documento adquirido pelo jornal O Globo.
Segundo o documento, a entidade lembra que o preço do GLP subiu 16% desde o início da guerra do Irã. O Sindigás alega “relevantes mudanças nas condições econômicas e de mercado da cadeia do GLP”. O ofício ainda alerta que a falta de uma atualização pode colocar em xeque o programa, já que as empresas distribuidoras podem pedir para sair do programa.
O programa Gás do Povo substitui o antigo vale-gás, oferecendo um voucher (vale-recarga) para botijões de 13 kg a famílias do Bolsa Família e com renda per capita de até meio salário mínimo.
Os preços de referência, base para o reembolso do governo aos revendedores, variam por estado. O benefício é liberado para 15,5 milhões de famílias, sendo entregue via voucher no app Caixa Tem ou por cartão do Bolsa Família.
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