Gás natural será oferecido em mais 20 postos nas BRs do ES
Rede tem hoje cerca de 40 pontos com GNV e vai crescer para atender principalmente caminhões, ônibus e outras frotas pesadas
Mais 20 postos nas rodovias federais que cortam o Espírito Santo vão passar a vender Gás Natural Veicular (GNV) até 2030. A expansão alcançará estradas como as BRs 101, 259 e 262 e inclui tanto postos que já existem quanto novos estabelecimentos que serão construídos.
Hoje, cerca de 40 estabelecimentos oferecem GNV no Espírito Santo. A meta da ES Gás é ampliar essa rede para facilitar principalmente a circulação de caminhões, ônibus e outros veículos movidos a gás pelas principais rodovias capixabas.
A expansão faz parte do plano de negócios da empresa para o período de agosto de 2025 a julho de 2030 e também prepara a rede para a chegada do biometano.
A Marca Ambiental tem produção estimada em 30 mil metros cúbicos de biometano (gás renovável, produzido a partir de resíduos orgânicos) por dia. Desse total, 15 mil metros cúbicos diários foram contratados pela ES Gás. A previsão é que o fornecimento comece até janeiro de 2027.
O biometano será injetado na mesma rede usada pelo gás natural. Como os dois combustíveis são intercambiáveis, não será necessário instalar uma estrutura separada nos postos. A mistura permitirá reduzir a pegada de carbono do combustível vendido.
Segundo a ES Gás, a expansão mira principalmente a substituição do diesel em frotas pesadas, como caminhões e ônibus. A empresa afirma que o uso do GNV e do biometano pode trazer ganhos econômicos aos usuários, além de reduzir as emissões de particulados, óxidos de nitrogênio e gás carbônico.
A ampliação da infraestrutura não ficará restrita aos postos. A ES Gás mantém projetos de expansão da rede em Serra, Vila Velha e Vitória. Em Guarapari, uma etapa foi concluída ano passado e outra está em desenvolvimento e construção.
Em Aracruz, estão previstos R$ 57 milhões para a implantação de 34 km de novos dutos. O projeto considera o crescimento da demanda provocado por empreendimentos como o ParkLog, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e a chegada da GWM.
Hoje, a rede de distribuição da ES Gás tem cerca de 70 quilômetros e atende 14 cidades do Espírito Santo. A estrutura abastece residências, comércios, indústrias e veículos.
A empresa também aponta a oferta de gás como fator de atração de investimentos. Em Linhares, por exemplo, empresas de processamento de café solúvel já utilizam gás natural em suas atividades.
Janeiro com GNV “verde”
A primeira indústria de biometano — uma espécie de GNV verde, produzido a partir de dejetos — do Espírito Santo, da Marca Ambiental, deve começar a operar em janeiro de 2027. A obra foi concluída, mas as atividades dependem de licença pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).
Segundo o diretor de Energias Renováveis da Marca Ambiental, Diogo Ribeiro, a unidade abre caminho para novos projetos de biometano no Estado. “A gente já tem uma fila de projetos, a própria ampliação do biometano é um dos grandes projetos na fila”, afirmou.
A expansão deve criar oportunidades para empresas de metalmecânica, com demanda por fornecedores de equipamentos e soluções técnicas. Ribeiro citou outros projetos de biometano no Estado e a possibilidade de replicar as iniciativas em outros locais do País.
A primeira etapa da planta foi financiada com recursos do Fundo Soberano, pelo segundo edital para projetos de ESG. Para Ribeiro, ampliar o acesso a recursos é importante para viabilizar os projetos em planejamento, principalmente diante do cenário de juros elevados.
Programa quer ajudar também os pequenos fornecedores
O Centro de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC) prepara uma versão “Light” do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), voltada a pequenas empresas e contratos de menor porte. O anúncio foi feito durante um evento realizado na última quarta-feira (7) no Vitória Grand Hall, na capital.
A proposta é ampliar o acesso de fornecedores a oportunidades de negócios com grandes empresas instaladas no Espírito Santo.
Segundo o diretor de Relações Institucionais do CDMEC, Daulio Sidequersky, o novo formato deverá priorizar contratações de até R$ 5 milhões, além de empresas de médio porte. A ideia é complementar o trabalho já realizado pelo PDF, que atualmente concentra projetos de maior porte.
“Temos um espaço que a gente tem que ocupar, de ser um espaço da pequena contratação, de contratações até R$ 5 milhões, contratações menores, simplificadas e também empresas de médio porte”, afirmou.
Aproximação
O CDMEC também pretende aproximar fornecedores de empresas como Vale, Biancogres e Viminas, além de promover encontros sobre temas como inteligência artificial, qualidade, meio ambiente e segurança.
A definição da programação deve considerar demandas apresentadas pelos próprios associados.
A iniciativa também busca facilitar o acesso das empresas a informações sobre cadastro, canais de contato e oportunidades de contratação.
A expectativa é de que os encontros sirvam para identificar demandas e aproximar fornecedores dos responsáveis pelas compras e contratos.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários