Empresários: valorizar talentos é necessário contra a falta de mão de obra
Em evento, lideranças empresariais da cidade defendem qualificação e oportunidades de crescimento para enfrentar a dificuldade de contratação
Valorizar profissionais, oferecer oportunidades de crescimento e investir na qualificação da mão de obra e em tecnologia são apontadas por empresários como medidas fundamentais para enfrentar a dificuldade de contratação que afeta diversos setores da economia.
Além disso, nesse cenário de crescente escassez de trabalhadores qualificados, lideranças empresariais defendem que atrair e desenvolver talentos locais tornou-se uma estratégia indispensável para garantir a competitividade das empresas e sustentar o desenvolvimento econômico da região.
No entendimento de Phillipy Cassaro Machado, diretor de Operações do grupo Argalit e presidente do Conselho Fiscal da AEV, para reter talentos, não basta contratar. “É preciso oferecer condições de crescimento e reconhecimento. Sem isso, os talentos migram ou se desmotivam”.
Fundador da AEV e CEO do Grupo Ottaiano, Cairo Ottaiano Junior destaca que a discussão sobre empregabilidade nunca foi tão importante quanto nos dias atuais.
“Em um cenário marcado por transformações tecnológicas aceleradas, mudanças nos modelos de negócios e crescente competitividade entre empresas e regiões, investir em pessoas tornou-se uma necessidade estratégica para qualquer sociedade que deseja prosperar. É nesse contexto que iniciativas como o ConectaRH assumem papel fundamental.”
Para ele, o desafio atual não está apenas na criação de novas vagas.
“Em diversos setores da economia, especialmente na indústria, observa-se uma dificuldade crescente em encontrar profissionais qualificados para atender às exigências do mercado. Existe, muitas vezes, uma desconexão entre as competências demandadas pelas empresas e a formação disponível. Reduzir essa distância é uma responsabilidade compartilhada entre setor produtivo, instituições de ensino e entidades de desenvolvimento profissional.”
A economista-chefe da Federação das Indústrias do Espírito Santo e gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva, salienta que o mundo está passando por profundas mudanças no mercado de trabalho, e o Espírito Santo acompanha esse movimento.
“O desafio é garantir que as pessoas estejam preparadas para esse novo cenário. Isso passa por ampliar o acesso à qualificação, desenvolver competências e criar condições para que mais capixabas participem desse ciclo de crescimento.”
O que eles dizem
Mão de obra local
“Valorizar a mão de obra local é uma estratégia inteligente para o desenvolvimento regional. Quando as indústrias conseguem atrair e contratar profissionais da região, fortalecem a economia local, reduzem custos operacionais e contribuem para a formação de comunidades mais prósperas.”
Competitividade
“Entendo que a gestão de pessoas não pode ser vista apenas como processos internos; ela precisa dialogar com a comunidade, criando o verdadeiro desenvolvimento econômico e social que uma cidade precisa para crescer e se desenvolver. Assim, as empresas ganham em legitimidade e competitividade.”
Mudanças
“O mundo está passando por profundas mudanças no mercado de trabalho, e o Estado acompanha esse movimento. Temos mais de R$ 100 bilhões em investimentos previstos até 2031 e uma série de oportunidades impulsionadas pelo avanço da tecnologia, pela transição verde e pelas novas dinâmicas da economia.”
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários