Empresa investe R$ 60 milhões e amplia oficina ferroviária em Cariacica
Unidade em Cariacica passou de 180 para 240 colaboradores e terá capacidade para cerca de 300 atendimentos por ano
A VLI, empresa de logística que opera ferrovias, portos e terminais, concluiu a ampliação de sua oficina de trens em Cariacica, após investir R$ 60 milhões. Com a expansão, a unidade passou de cerca de 180 para 240 colaboradores, incluindo 60 profissionais contratados para atividades operacionais e de apoio. As obras terminaram em outubro.
Agora, a oficina tem estrutura para receber locomotivas e realizar manutenções preventivas e reparos corretivos leves, além de fabricar peças e componentes para vagões. A previsão é de uma média de 300 atendimentos por ano.
O objetivo é reduzir o tempo de parada das locomotivas e melhorar a operação de transporte de cargas na Estrada de Ferro Vitória a Minas, que conecta os dois estados. O investimento faz parte de um projeto de R$ 600 milhões para a atuação da VLI como transportadora de cargas na ferrovia.
A transição começou no fim de 2024 e inclui a aquisição de 50 locomotivas e 1.000 vagões, serviços em 17 pátios ferroviários e a condução de trens de carga geral. A iniciativa utiliza um modelo regulatório criado em 2022, que permite a atuação de transportadoras de cargas na infraestrutura ferroviária concedida a outra empresa.
Segundo a VLI, o projeto completo já proporcionou cerca de 650 empregos diretos, distribuídos entre Espírito Santo e Minas. Esse número não corresponde apenas aos funcionários da oficina de Cariacica.
“Ao assumirmos a manutenção direta dos nossos ativos, garantimos maior disponibilidade da frota e redução nos tempos de parada, o que se traduz em competitividade para a cadeia produtiva dos nossos clientes”, afirma Daniel Schaffazick, diretor de Operações do Corredor Leste da VLI.
Para formar as equipes, a empresa contratou inclusive pessoas sem experiência anterior no setor ferroviário. Todos os profissionais admitidos passaram por treinamento, conduzido principalmente pela VLI, com apoio de turmas do Senai no Espírito Santo.
As mulheres representam, em média, 25% das contratações do projeto e 30% das equipes que trabalham ao longo da malha ferroviária. Entre as funções ocupadas por elas estão as de mecânica, eletricista e planejamento e controle de manutenção.
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