Descomissionamento de plataformas: "Nova fronteira industrial", diz economista
Descomissionamento surge como nova fronteira industrial no ES, com geração de empregos e oportunidades para empresas
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O descomissionamento pode se tornar a “nova fronteira industrial do Estado”, na análise do presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Ricardo Paixão. O especialista observa que o setor não é um mercado restrito, movimentando uma série de segmentos, o que favorece também o mercado de trabalho no Estado.
“É uma cadeia muito transversal. A própria Findes já conta que há cerca de 600 empresas e 15 mil profissionais no segmento de petróleo e gás, o que favorece a migração e a requalificação da mão de obra para atuar com enfoque no descomissionamento”, afirma.
Ele destaca que há espaço para profissionais de nível médio e técnico, não sendo uma área restrita ao ensino superior. “O caminho mais competitivo são cursos técnicos com certificação”, salienta.
Para Paixão, há espaço até mesmo para microempresários crescerem nesse segmento, por meio da prestação de serviços relacionados à atividades periféricas.
“Como manutenção leve, pequenos serviços de alimentação, apoio administrativo, transporte local, comunicação visual... São serviços que tendem a ser terceirizados pelas empresas e que abrem espaço para MEIs, MEs e até EPPs”, conta.
Análise
“Exigência por profissionais altamente qualificados”
“O descomissionamento de plataformas exige profissionais altamente qualificados, tanto em áreas de engenharia quanto em atividades técnicas industriais. Por isso, o Estado vem trabalhando em diferentes frentes para fortalecer a formação profissional nessas áreas.
Uma das estratégias é a ampliação da oferta de cursos técnicos e profissionalizantes voltados à indústria e ao setor de petróleo e gás, em parceria com instituições como o Senai.
Também há programas estaduais de qualificação profissional que priorizam setores estratégicos da indústria, da logística e da economia do mar, preparando trabalhadores para atuar em estaleiros, portos e operações industriais ligadas ao descomissionamento.
Além disso, o governo do Estado tem incentivado a articulação com centros universitários e de pesquisa para fortalecer a formação de engenheiros e especialistas nas áreas de petróleo, engenharia naval, meio ambiente e logística.
O objetivo é garantir que, à medida que novos investimentos cheguem ao Estado, os trabalhadores capixabas estejam preparados para ocupar essas oportunidades, fortalecendo a geração de emprego, renda e desenvolvimento tecnológico no Espírito Santo.”
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