Coronavírus provoca a pior crise do Brasil em 58 anos
O Banco Mundial prevê uma retração de 5% na economia brasileira em 2020. A previsão foi publicada ontem no relatório “A economia nos tempos da Covid-19” que estuda a situação da América Latina e do Caribe na crise causada pela pandemia. Se confirmada, será a maior retração desde 1962.
A expectativa para os próximos anos é positiva. A previsão para 2021 é uma retomada no crescimento de 1,5%, seguida de outro aumento de 2,3% em 2022.
Para a região, que inclui os países caribenhos, a expectativa do Banco Mundial é de uma retração de 4,6% este ano. Todos os países, com exceção da República Dominicana e da Guiana, devem ter uma queda no PIB. Para 2021 e 2022, a expectativa é de dois crescimentos seguidos de 2,6%.
O relatório ressalta que a região será afetada por uma queda “dramática” na demanda de produtos, principalmente de commodities, da China e dos países do G7 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido).
Ao mesmo tempo, a queda nos preços do petróleo também terá efeitos grandes em países exportadores. O setor aéreo também deve sofrer bastante, com os cancelamentos em massa de voos.
O economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Martin Rama, disse que a situação econômica na região já era difícil, com instabilidades sociais em vários países em 2019, como Chile e Bolívia. Além disso, no início do ano os países enfrentaram efeitos da queda dos preços do petróleo.
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