Carne para churrasco já chega a R$ 100 o quilo
As festas de fim de ano estão chegando e os consumidores já se preparam para ir aos supermercados comprar os ingredientes para a ceia e o churrasco. Porém, é melhor estar preparado para o impacto no bolso, pois algumas peças de carne já chegam a custar até R$ 100 em diversos estabelecimentos de todo o Estado.
É o caso do quilo da picanha maturada. Outras carnes, bastante usadas em churrascos, como alcatra e contrafilé, também estão com o preço salgado: é possível achar o quilo de cada uma por até R$ 45 nos supermercados.
Até mesmo a linguiça toscana, que geralmente é encontrada num preço mais em conta, está sendo vendida com média de R$ 20 o quilo. No entanto, aquele que optar por fazer o churrasquinho no final do ano poderá economizar se fizer uma boa pesquisa de preço e algumas substituições.
Para quem gosta de carne bovina, por exemplo, uma sugestão é substituir os cortes especiais por outros mais simples, como fraldinha, costela gaúcha e miolo da pá.
De acordo com o especialista de carnes do Extrabom, Marcos Vitorino, elas são saborosas e a economia será grande. “É possível fazer um bom churrasco gastando menos. Para carne bovina, ela pode optar por uma fraldinha, que está na faixa de R$ 30, ou uma costela gaúcha, que está custando cerca de R$ 22 o quilo”.
Uma boa opção é usar a carne de porco para complementar o churrasco. É possível encontrar cortes, como a copa lombo, custando cerca de R$ 22 o quilo. “É uma carne muito boa e que não deixa a desejar no churrasco”, disse.
Já em relação à linguiça toscana, o especialista em carnes afirmou que o preço vai depender da marca: é possível encontrar algumas que custam até R$ 9,99 o quilo. O superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, explicou o motivo do aumento dos preços.
“O Brasil está exportando muita carne e o câmbio que temos hoje influencia. A partir de janeiro do ano que vem, os preços tendem a se estabilizar, talvez até ter alguma baixa. Mas cortes como picanha, alcatra e contrafilé geralmente sobem um pouco na semana no Natal e do Ano Novo”.
Procon descarta abuso nos preços
Sobre o aumento dos preços de alimentos, o diretor-presidente do Procon Estadual, Rogério Athayde, informou que o órgão fiscalizou ao menos 115 supermercados desde o início da pandemia para verificar abuso no preço dos produtos.
No entanto, a alta não caracteriza abuso de preço. “O que verificamos até agora é que os supermercadistas têm mantido a margem de lucro que possuíam antes da pandemia. Como no Brasil não existe tabelamento de preços, é importante pesquisar em diferentes estabelecimentos antes da compra”, ressaltou.
Restaurantes preveem repasses
Mesmo com o aumento do preço das carnes, restaurantes do Estado continuam não repassando o valor para os consumidores. Porém, este fator pode mudar caso os alimentos continuem com os preços em disparada nos supermercados.
De acordo com Rodrigo Vervloet, presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Espírito Santo (Sindbares-ES) o setor já está sentindo o aumento dos preços das carnes.
“A gente sente muito esse aumento, mas tenta segurar ao máximo. Não é interessante para nós elevar os preços, mas isso vai variar de cada operação. A premissa é repassar o mínimo, mas isso vai depender do custo do restaurante. De um modo geral, ainda estão segurando os preços”, afirmou.
Em relação ao final do ano, Rodrigo destacou que tudo vai depender de como os preços vão se apresentar nos fornecedores. Caso os valores continuem como estão, o aumento será inevitável.
“Vai depender dos preços e também de como os clientes irão se comportar com a aproximação do final de ano. Muitas pessoas estão com medo de sair de casa e o movimento ainda está bem abaixo do normal. Em cima destes critérios, cada estabelecimento vai analisar as suas condições financeiras, os custos e fazer os cálculos”.
Saída é pesquisar
O preço de carnes, principalmente a bovina, aumentou durante a pandemia do novo coronavírus.
- Com isso, especialistas afirmam que é preciso pesquisar antes de fazer as compras para as festas de final de ano.
- Uma saída também é substituir cortes especiais (que estão mais caros) por comuns.
Alguns valores
- A picanha maturada, por exemplo, está custando até R$ 100 o quilo, em supermercados do Estado. Já o preço de outros cortes especiais, como alcatra e contrafilé, podem ser encontrados a R$ 45 o quilo, a depender da pesquisa.
- Especialistas afirmaram que ainda é possível encontrar a picanha normal sendo vendida entre R$ 50 e R$ 65.
- Já o preço da linguiça toscana, pode variar entre R$ 9,99 e R$ 20 o quilo, a depender da marca escolhida pelo cliente.
Dicas para as festas
- O especialista em carnes do Extrabom Marcos Vitorino afirmou que é possível fazer um bom churrasco gastando menos, desde que a pessoa substitua cortes especiais por aqueles que estão com um preço mais acessível.
- Uma ideia, ele destacou, é usar a fraldinha, a costela gaúcha ou o miolo de pá no lugar da picanha.
- a fraldinha está custando cerca de R$ 30 o quilo, já a costela é possível encontrar a R$ 22 o quilo. Enquanto o meio da pá varia de R$ 26 a R$ 30 o quilo.
- Outra opção, segundo o especialista, é usar cortes suínos no churrasco, como a copa lombo, que custa R$ 22 o quilo.
Motivos
- Um dos motivos do aumento do preço da carne seria a alta demanda de exportação do produto, que prejudica o preço interno com a alta do dólar e do euro.
- Outro motivo seria a entressafra (período entre uma safra e outra). A tendência é que os preços estabilizem em janeiro do ano que vem.
Fonte: Especialistas ouvidos.
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