76 mil pagam dívidas e deixam inadimplência no ES
Dados da Fecomércio apontam redução em janeiro no número de consumidores que não pagam em dia suas contas
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A inadimplência no Espírito Santo começou 2026 em queda, com menos 76,9 mil capixabas da condição de negativados. Em janeiro, a taxa ficou em 33,9%, um recuo de 1,8% em relação ao mês anterior (35,7%).
Os dados são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo), com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A queda foi puxada principalmente pelas famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 16.210), cuja inadimplência passou de 40,1% para 38%. A estimativa é que cerca de 73,9 mil capixabas desse grupo tenham deixado a inadimplência em janeiro.
Já entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, a taxa recuou de 11% para 10,5%, mantendo-se abaixo da média nacional dessa faixa (14,8%). O índice estadual permanece próximo ao registrado em janeiro de 2025 (33,5%) e à média do ano passado (33,8%). O cenário, segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, exige atenção.
“O resultado é positivo, mas não significa que o problema esteja superado. A redução representa um alívio para milhares de famílias, especialmente as de menor renda. No entanto, seguimos em um patamar elevado e acima da média brasileira, o que mostra que o ambiente de crédito continua pressionado. A inadimplência faz parte do padrão de consumo brasileiro, mas níveis muito elevados reduzem a margem de manobra das famílias e limitam a capacidade de enfrentar imprevistos”, explicou.
Segundo dados do Serasa Experian analisados no relatório, o tíquete médio da dívida no Espírito Santo é de R$ 1.499,10 em janeiro. Além disso, o número médio de dívidas por capixaba inadimplente se aproximou de quatro no mês.
Houve ainda melhora na capacidade de pagamento das famílias com renda de até 10 salários. O percentual de famílias que afirmam ser capazes de pagar suas dívidas em atraso no próximo mês aumentou 1,7 ponto percentual, saindo de 13,3% em dezembro para 15,0% em janeiro.
Outro ponto positivo observado em janeiro foi o aumento da participação das dívidas em atraso há até 30 dias entre ambos os grupos.
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