Samarco investe em sustentabilidade na mineração
Empresa retoma operações com investimentos em segurança, eficiência e redução de emissões conectadas à descarbonização global.
A Samarco vive um momento de retomada, com investimentos para alcançar 100% da capacidade produtiva instalada a partir de 2028. Mais do que recuperar volumes de produção, essa expansão envolve mudanças na forma de produzir, com foco em segurança, eficiência, inovação, redução de emissões e uso racional dos recursos naturais.
Essa atuação está conectada à agenda global de descarbonização. Um dos principais pontos de conexão da empresa com essa transformação está em seu próprio produto: as pelotas de minério de ferro. Por apresentarem alto teor de ferro e composição uniforme, determinados tipos de pelota podem ser utilizados em processos de redução direta, uma das rotas consideradas pela indústria para diminuir a intensidade de carbono da produção de aço.
Mineração conectada à transformação do aço
A relevância desse movimento está na conexão entre as diferentes etapas da cadeia. À medida que siderúrgicas investem em tecnologias de menor emissão, cresce a importância de matérias-primas e cadeias de suprimentos que atendam a essas novas exigências. Com a pelota própria para a redução direta, a mineração passa a participar das mudanças que estão redesenhando a indústria do aço.
Energia renovável e transporte eficiente
A Samarco investe em soluções mais sustentáveis na sua própria operação. Desde 2022, toda a energia elétrica utilizada pela empresa vem de fontes renováveis certificadas. Essa matriz é apoiada por duas usinas hidrelétricas e foi reforçada pela parceria firmada com a Casa dos Ventos para autoprodução de energia eólica.
O transporte por minerodutos, que funcionam com energia elétrica, também contribui para reduzir as emissões associadas à operação. A polpa de minério de ferro percorre cerca de 400 quilômetros entre a mina, em Minas Gerais, e o porto, no Espírito Santo, por um sistema de bombas.
Combustíveis renováveis e economia circular
Na pelotização, combustíveis de origem renovável, como bio-óleo e moinha de carvão vegetal, substituíram parcialmente fontes fósseis. O mesmo princípio orienta o uso dos recursos naturais.
Seguindo os preceitos da economia circular, materiais que antes seriam descartados por outras cadeias produtivas passaram a ser incorporados ao processo de fabricação das pelotas, como os coprodutos da extração de mármore, que substituem parte do calcário utilizado na produção.
Visão do presidente sobre a transformação
"Em minha trajetória, aprendi que estratégia sem execução são apenas promessas vazias. Na mineração — especialmente quando falamos de sustentabilidade — isso fica ainda mais evidente. É um caminho que exige consistência, planejamento, foco e decisões bem direcionadas todos os dias. Temos uma oportunidade única de construir uma mineração cada vez mais segura, sustentável, competitiva e conectada às expectativas da sociedade. E essa transformação, certamente, depende da nossa capacidade de trabalhar juntos."
Rodrigo Vilela, presidente da Samarco, reforça o compromisso da empresa com a transformação sustentável.
Investimento em pesquisa e inovação
Em 2025, a Samarco destinou R$ 52,5 milhões a pesquisa, desenvolvimento e inovação, com projetos relacionados à segurança, à eficiência produtiva, à economia circular e aos desafios ambientais da mineração.
Compromisso com reparação
A Samarco iniciou a retomada operacional em 2020, após cinco anos de paralisação decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em Minas Gerais. A empresa cumpre integralmente as ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal em 2024.
Com o acordo, o valor global da reparação chega a R$ 170 bilhões, e reúne compromissos já executados antes da homologação com novas obrigações. Entre os avanços recentes está o Programa Indenizatório Definitivo (PID). Desde fevereiro de 2025, mais de R$ 11,7 bilhões foram pagos em indenizações diretas a 319,2 mil pessoas.
Também se destaca a recente adesão de municípios ao Novo Acordo, garantindo acesso a aproximadamente R$ 2,6 bilhões destinados a iniciativas de reparação e compensação. Ao todo, 45 dos 49 municípios elegíveis aderiram ao Novo Acordo.
Nova gestão dos rejeitos
Desde a retomada das operações, em 2020, a Samarco não utiliza barragens para a disposição dos rejeitos gerados no processo produtivo. Cerca de 80% do material é filtrado e empilhado a seco, enquanto os rejeitos ultrafinos, correspondentes aos 20% restantes, são destinados a cavas confinadas.
Esse modelo contribui para uma taxa global de recirculação hídrica próxima de 90%, o que reduz a necessidade de captação de água nova.