Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

TRIBUNA LIVRE

Influenciadores na mira da Comissão de Valores Mobiliários

Confira a coluna

Diego Barros | 28/11/2024, 15:46 h | Atualizado em 28/11/2024, 15:46
Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna

Siga o Tribuna Online no Google

Google icon

          Imagem ilustrativa da imagem Influenciadores na mira da Comissão de Valores Mobiliários
Influenciadores que utilizam as redes sociais de maneira indevida são alvo de operação da PF |  Foto: © Divulgação / Polícia Federal

Recentemente, foi deflagrada a Operação Profeta pela Polícia Federal, trazendo à tona um tema importante: o uso das redes sociais por influenciadores como palco para a disseminação de conselhos financeiros sem solidez, e, por vezes, com fins escusos. O caso em questão evidenciou a fragilidade do mercado financeiro no universo digital.

O influenciador, com 82 mil seguidores no Instagram, seria responsável por uma empresa do mercado de investimento e, usando a religião para atrair investidores, captava valores com a promessa de retorno financeiro de 9% ao mês.

As redes sociais se consolidaram como um dos meios de propagação de informações financeiras. O termo “educação financeira” tornou-se parte do vocabulário de muitos, e influenciadores de finanças, ao fazerem uso de uma linguagem mais acessível, conquistam milhões de seguidores.

Contudo, alguns profissionais não possuem a devida qualificação ou, pior, agem de má-fé, colocando em risco a segurança financeira de seus seguidores.

O tema vem sendo debatido pelas entidades reguladoras, a exemplo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e os influenciadores de finanças passaram a entrar na mira da autarquia. A sua atuação, nesse contexto, teria a pretensão de conferir maior segurança e transparência do mercado a partir de uma regulação.

Entre as medidas propostas pela CVM, destacam-se o estabelecimento de requisitos para a caracterização profissional da pessoa que exerce a atividade de analista de mercado nas redes sociais, distinção de conteúdos de opinião e de recomendação, supervisão dos influenciadores pelas instituições que contratam seus serviços e a obrigatoriedade de certificação para os influenciadores de mercado que exerçam a função ainda que na informalidade.


          Imagem ilustrativa da imagem Influenciadores na mira da Comissão de Valores Mobiliários
Diego Barros é advogado, especialista em Direito Penal Empresarial

Acredita-se que, por meio de uma regulamentação adequada, que respeite a liberdade de expressão e a disseminação de ideias, haverá maior transparência para o mercado dentro do mundo digital, protegendo os investidores de pessoas que usam as redes sociais como forma de obtenção de ganhos financeiros em detrimento do prejuízo dos seguidores.

A Operação Profeta demonstra a gravidade do problema enfrentado por quem busca investir no mercado financeiro sem a devida orientação. A questão se agrava mais quando se fala de criptoativos, pois, de acordo com o que dispõe o Parecer de Orientação nº 40/2022 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os criptoativos nem sempre são representativos de valores mobiliários, de modo que, em determinadas situações, não estarão sujeitos às normas e à fiscalização, aumentando o risco de fraudes e golpes.

A relevância do tema requer a atenção dos atores envolvidos e uma possível regulação das entidades com a inclusão dos influenciadores financeiros nas normas que regem a atividade pode ser um dos caminhos para conferir mais transparência e proteção para o investidor, certamente a parte mais vulnerável dessa história.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Tribuna Livre

Tribuna Livre, por Leitores do Jornal A Tribuna

ACESSAR Mais sobre o autor
Tribuna Livre

Tribuna Livre,por Leitores do Jornal A Tribuna

Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna

Tribuna Livre