A advocacia move a sociedade
Artigo reflete sobre a responsabilidade histórica da advocacia na defesa de direitos, na democracia e no desenvolvimento capixaba
Leitores do Jornal A Tribuna
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Há profissões que acompanham as transformações da sociedade. A advocacia participa delas. Está na construção das leis, na defesa das liberdades, nas relações de trabalho, na atividade empresarial, nos grandes investimentos, nos conflitos familiares, nas conquistas sociais e nos momentos em que o cidadão precisa fazer valer um direito. Está onde o país avança, onde surgem novos desafios e, sobretudo, onde é preciso garantir que nenhum avanço aconteça à margem da Justiça. Essa presença atravessa a nossa história.
A advocacia brasileira esteve ao lado das grandes conquistas democráticas do país e ajudou a consolidar direitos que hoje fazem parte da vida de milhões de brasileiros. Não por acaso, a Constituição Federal reconheceu o advogado como indispensável à administração da Justiça. Essa definição carrega o peso de uma responsabilidade histórica que renovamos todos os dias.
Porque não existe democracia forte com uma advocacia enfraquecida.
É por meio dela que o cidadão encontra voz diante do Estado, que empresas constroem relações juridicamente seguras, que investimentos encontram ambiente para prosperar e que direitos deixam o papel para alcançar a vida real. Das decisões mais particulares às questões que definem os rumos de uma cidade, de um estado ou do país, há sempre a presença da advocacia.
No Espírito Santo, conhecemos bem a dimensão dessa contribuição. A advocacia capixaba participou das transformações que trouxeram nosso Estado até aqui e continua presente diante das escolhas que definirão o nosso futuro. Somos parte de um Espírito Santo que cresce, recebe investimentos, gera oportunidades e se torna cada vez mais relevante no cenário nacional. E desenvolvimento também se constrói com segurança jurídica, respeito às instituições e garantia de direitos.
Por isso, celebrar o Dia da Advocacia não pode ser apenas uma homenagem à profissão. É reafirmar o valor de mulheres e homens que escolheram fazer da defesa um ofício e da liberdade um compromisso.
Ser advogada me ensinou a dimensão dessa escolha. Presidir a OAB-ES ampliou ainda mais a minha certeza sobre a força da nossa classe. Vejo uma advocacia que não recua diante das dificuldades, que ocupa seu espaço, que se posiciona e que compreende a responsabilidade que carrega.
Temos orgulho da nossa história. Mas é olhando para frente que devemos honrá-la.
Cada geração de advogados e advogadas recebe a missão de proteger conquistas e abrir novos caminhos. A nossa não será diferente.
Enquanto houver um direito a ser defendido, uma liberdade a ser preservada, uma injustiça a ser enfrentada ou uma sociedade disposta a avançar, haverá advocacia.
Porque a advocacia não assiste à história acontecer. Ela ajuda a escrevê-la.
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