"Pelo PL estadual falo eu e ninguém mais está autorizado", afirma Malta
Embora Magno Malta e Erick Musso estejam próximos, imbróglio nacional levanta questões sobre "casamento" das siglas no Estado
Eduardo Maia
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Imbróglios nacionais entre o Republicanos e o PL começaram a levantar dúvidas sobre a viabilidade da aliança entre as duas legendas no Espírito Santo. A crise mais recente veio a partir de uma notícia veiculada em São Paulo, sugerindo que o Republicanos já teria fechado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Em resposta imediata, o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, emitiu uma nota à imprensa:
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"O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência. Nega também que tenha negociado a indicação do presidente Marcos Pereira ao Supremo como condição para o apoio".
O comunicado prossegue detalhando o cenário interno:
"Na última sexta-feira, em São Paulo, uma pesquisa encomendada pelo partido foi apresentada para uma parte da bancada paulista. Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nessas eleições. O apoio a Lula está completamente descartado".
No Espírito Santo, contudo, o tom das conversas segue outra direção. O senador e presidente estadual do PL, Magno Malta, reforçou na tarde deste domingo (12) que o posicionamento oficial de sua legenda é o que consta na nota emitida pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).
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"A gente comunga com a nota nacional publicada pelo Marinho. Pelo diretório estadual falo eu, senador Magno Malta, e ninguém mais está autorizado para tal". Cabe observar que a declaração de Marcos Pereira remexeu com alguns nomes do próprio PL capixaba.
A nota de Marinho citada por Malta adota uma postura conciliadora, indicando que, apesar dos ruídos na cúpula, o PL e o Republicanos devem caminhar juntos em palanques regionais de diversos estados. O texto nacional afirma:
"O Republicanos também será bem-vindo à construção de uma coalizão nacional comprometida com o enfrentamento da violência, a superação da miséria, a defesa das liberdades, o respeito à democracia e o fim da perseguição política".
Do lado capixaba do Republicanos, o movimento também é de aproximação. No último sábado (11), o presidente estadual da sigla, Erick Musso, manifestou-se de forma indireta sobre a aliança, recorrendo inclusive a uma fala do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL):
"Arregaçar as mangas e deixar de lado as possíveis diferenças. É com essas palavras do presidente Bolsonaro, que li hoje em sua carta ao povo brasileiro, que renovo um chamado aos capixabas, aos partidos e às lideranças do nosso Estado, para que juntos possamos construir um novo tempo".
Na prática, embora o cenário nacional balance, os acenos públicos dos líderes capixabas do PL e do Republicanos deixam claro o esforço local para blindar o estado e formalizar a coligação. O plano por aqui é fazer com que os "problemas" fiquem restritos a Brasília.
Cenas dos próximos capítulos.
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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.