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PLENÁRIO

Estratégia de Lorenzo Pazolini para ampliar votos

Fontes do Republicanos dizem que vão continuar com mesmas estratégias, e sem clima de "já ganhamos"

Eduardo Maia | | Atualizado em
PLENÁRIO

Eduardo Maia


          Imagem ilustrativa da imagem Estratégia de Lorenzo Pazolini para ampliar votos
Lorenzo Pazolini comemora resultado alcançado no primeiro turno |  Foto: Leone Iglesias/ AT

Candidato a governador Lorenzo Pazolini (Rep) teve uma performance que surpreendeu até integrantes de sua própria campanha. O republicano atingiu 1.048.633 votos e quase fechou a conta no 1º turno. Entretanto, a partir de agora, segundo fontes republicanas ouvidas pela coluna, a estratégia é manter os pés no chão. Ou seja, sem “oba oba” ou “já ganhamos”, conforme revelou uma das fontes.

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A avaliação é de que, agora, começa uma nova eleição. A princípio, os republicanos devem manter a mesma toada vista no primeiro turno. A prioridade seguirá sendo os maiores municípios da Grande Vitória, mas a ideia é, dentro do possível, esticar a campanha ao interior.

A imagem do senador eleito Evair de Melo (Rep) também deverá ser utilizada para ampliar a capilaridade nas cidades mais distantes.

A principal estratégia, sobretudo, será unir a direita em torno do projeto do republicano, desde que não dê a impressão de um projeto da “extrema direita”.

Nada de polarização

O candidato ao governo Ricardo Ferraço (MDB) se pronunciou ontem pela primeira vez à imprensa após o resultado do último domingo.

Disse estar confiante, agradeceu aos eleitores e sugeriu que vai seguir com a estratégia de não usar a polarização nacional no pleito local.

“Vamos manter nossa coerência. Fez muito bem ao Estado ficar de fora dessa 'brigalhada' que não gera emprego. Não estamos decidindo aqui na campanha a governador quem vai presidir o País”.

Vice mais presente?

Pessoas ligadas à campanha de Ricardo sugeriram que o emedebista deveria ter intensificado suas agendas presenciais em Vitória ao lado do candidato a vice, Camillo Neves (PP).

Jovem vereador da Capital, ele teve a imagem pouco explorada durante o primeiro turno, tanto nos materiais de campanha quanto na propaganda eleitoral.

Ontem, porém, os dois apareceram lado a lado na residência do governador, onde também atenderam à imprensa.

Mudança à vista?

Afirma que vai manter!

Após o resultado do último domingo, já há quem levante algumas dúvidas nos bastidores da política capixaba sobre alianças no segundo turno.

Leia Mais: "Vamos conversar com todos que querem o bem do Estado", afirma Ricardo

Ricardo conseguiu angariar quase a totalidade dos prefeitos, além de candidatos a deputados, alguns já eleitos e outros que saíram derrotados.

Ressaltou que não vê possibilidade de perder apoio.

“Minha confiança é em aumentar a coalização, por conta da nossa capacidade de dialogar”, finalizou o emedebista.

Climão pós-eleição?

A coluna já tratou algumas vezes do imbróglio que se arrasta há meses na Câmara de Vitória e na Justiça. Ontem, após a eleição geral, o presidente Anderson Goggi (Rep), que não se elegeu deputado estadual, reconheceu o resultado dos três colegas eleitos e falou sobre a Mesa: “Segurei, porque entendia que não era momento de discutir a Mesa, mas não fui desleal. Dei governabilidade ao Executivo, agora a Casa tem que pensar na eleição do colegiado”.

Resultado final não foi dos melhores para eles

Dois prefeitos viveram a campanha de forma intensa nas últimas semanas: Euclério Sampaio (MDB), de Cariacica, e Arnaldinho (PSDB), de Vila Velha.

O emedebista não conseguiu eleger Messias Donato (União) como deputado federal, nem seus estaduais Lelo Couto (MDB), Sandro Locutor (MDB) e Denninho Silva (União), e viu Ricardo ficar atrás de Pazolini em Cariacica.

Já Arnaldinho ajudou a eleger Manu Pedroso (PSB) para a Câmara Federal, mas o PSDB, presidido por ele, não montou chapa para federal e não elegeu nenhum nome à Assembleia Legislativa, além de Ricardo ter perdido na cidade dele.

Lyza Herzog (PSDB), apoiada pelo prefeito, também ficou de fora da Assembleia.

Afinal, e a 3ª vaga?

A tão sonhada terceira vaga de deputado federal para um só partido ou federação saiu do papel! Ficou com a federação União-Progressista, que elegeu Dr. Bruno Resende (União), Marcelo Santos (União) e Josias Da Vitória (PP).

Abaixo do esperado...

Esperava-se que o Podemos conseguisse eleger ao menos dois deputados federais.

Em determinado momento, o Podemos chegou a sonhar com uma terceira vaga. No final das contas, o partido acabou fazendo só uma cadeira, ocupada pelo presidente estadual da legenda, Gilson Daniel.

Voto a voto

Os candidatos mais competitivos da chapa de deputado federal do PSB eram Manu Pedroso e Tyago Hoffmann.

O partido fez somente um nome, embora nos bastidores apontava-se que poderiam eleger dois.

A única que conseguiu a cadeira foi Manu, mas a disputa foi de voto a voto. Ela teve 69.398 mil votos, enquanto Hoffmann alcançou 68.915.

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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.