Da Vitória: "Não dá para aceitar carteirada de ninguém"
Federação União-Progressista confirmou nesta segunda-feira (23) que vai apoiar projeto eleitoral de Ricardo Ferraço
Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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Lideranças ligadas à federação União-Progressista — formada por PP e União Brasil — se reuniram no auditório do Palácio do Café, em Vitória, nesta segunda-feira (23), para oficializar apoio ao projeto do vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB). O grupo anunciou respaldo ao emedebista para as eleições de outubro.
Participaram do encontro os presidentes estaduais do PP e do União Brasil, Josias Da Vitória e Marcelo Santos, respectivamente, além dos deputados federais Amaro Neto (PP) e Messias Donato (União), dos estaduais Denninho Silva (União) e Adilson Espíndula (PP), e de prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos e vereadores.
O grupo também divulgou um manifesto em defesa da pré-candidatura de Ricardo. Um dos trechos afirma:
“O Espírito Santo não precisa de improvisações nem de atalhos retóricos. Precisa transformar estabilidade em expansão produtiva, responsabilidade fiscal em ambiente favorável ao investimento e previsibilidade institucional em inovação e eficiência. Esse movimento exige liderança capaz de compreender a complexidade do Estado contemporâneo e conduzi-lo com equilíbrio e visão.”
Os discursos de Da Vitória, Marcelo Santos e Ricardo Ferraço destacaram a importância do diálogo, da parceria e da harmonia, além de críticas ao que classificaram como “autoritarismo”.
Em determinado momento, Da Vitória mencionou o termo “carteirada”.
“Política se faz com diálogo e compreensão. Só chegamos a este momento porque conseguimos sentar à mesa. Não dá para aceitar carteirada de ninguém, nem seguir por um caminho que não seja o do diálogo.”
Ele acrescentou que não se deve “buscar aventuras”.
“Não vamos apostar em algo que parece novo, mas que, na prática, não é. Precisamos ter segurança sobre o que queremos. Por isso, estamos alinhados ao projeto de Ricardo, a pessoa mais preparada para liderar o Espírito Santo nos próximos anos.”
A declaração foi interpretada por parte do público presente, segundo a coluna constatou, como um recado ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), hipótese negada por Da Vitória.
“Não foi direta nem indiretamente para ninguém. Tenho convicção de que é preciso estar à mesa do diálogo. Reafirmo que a condução de Ricardo é baseada em conversa e respeito. Se fosse diferente, eu não estaria aqui. Autoritarismo e carteirada não levam a lugar algum”, afirmou.
Da Vitória também ressaltou a parceria com Pazolini na eleição municipal de 2024 e mencionou a possível permanência da vice-prefeita de Vitória, Cris Samorini, no PP. Ela deve assumir a prefeitura nas próximas semanas.
“Isso precisa ser perguntado a ela. Temos uma relação de respeito e participamos juntos do processo eleitoral de 2024. Contribuímos para Vitória, mas, nesta eleição, estamos em outro projeto. Nosso compromisso anterior foi cumprido.”
Nos bastidores, Cris sempre foi mais ligada ao deputado federal Evair de Melo (PP) do que a Da Vitória. Evair, inclusive, não participou do evento. Afirmou à coluna que estava em Brasília e teria compromisso com a CPMI do INSS.
O vice-governador, por sua vez, agradeceu a confiança depositada pela federação ao projeto que será liderado por ele.
"Não foi nenhum de nós, individualmente, que trouxe o Estado até aqui. Foi algo coletivo. Pela nossa força de trabalho. Quem planeja tem futuro que não planeja tem destino. Vamos seguir nesse ritmo, construindo cada vez mais o novo Espírito Santo".
Ricardo também aproveitou para abordar um tema que é comumente tratado pela oposição.
"Para mim, não existe esse negócio de política nova e velha, tem política boa e ruim. A política que nós fazemos produz os ótimos resultados que estamos colhendo", ressaltou.
Já o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, afirmou que o autoritarismo não pode pautar o debate político.
“A população capixaba não quer ser refém do autoritarismo. Isso não pode transformar adversários em inimigos. É preciso respeitar as diferenças. Para governar o Espírito Santo, não basta falar bem nas redes sociais; é necessário conhecer a máquina pública, seus problemas e desafios. O mundo apresentado nas redes é perfeito, mas a realidade é outra”, concluiu.
Mais detalhes nas edições impressa e on-line de A Tribuna desta terça-feira (24).
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PÁGINA DO AUTORPlenário
Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.