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Calamidade

| 22/04/2020, 09:49 h | Atualizado em 22/04/2020, 09:55
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Folha de São Paulo

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O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), diz que a capital do Amazonas já não vive emergência, mas calamidade. A cidade tem 1.809 casos de contaminação pelo coronavírus, além de 163 óbitos. O estado tem taxa de ocupação de 91% de seus leitos de UTI. Ele diz ficar assombrado com outra conta: no domingo, ao menos 20 das 122 pessoas enterradas em Manaus morreram em suas casas, sem atendimento hospitalar. Na segunda, foram ao menos 38 dos 106 mortos na cidade.

Quem
São números que mostram o colapso. “Estamos chegando no ponto doloroso no qual o médico terá que se fazer a pergunta: salvo o jovem ou o velho?”, diz Virgílio.

SOS
O prefeito se reuniu na segunda com o vice-presidente, Hamilton Mourão. Pediu ajuda e aproveitou para desabafar contra Jair Bolsonaro. Ele, cujo pai, senador Arthur Virgílio Filho, teve mandato cassado pela ditadura, diz ter ficado revoltado com a presença do presidente no ato pró-golpe militar do domingo.

Silêncio
“Bolsonaro toca diariamente nas minhas feridas. Não podia deixar de condenar o Presidente participar de comício, aglomerando e tecendo loas ao absurdo que foi o AI-5”, disse.

Cova
Bolsonaro incomodou de novo ao dizer que não é coveiro ao falar sobre o número aceitável de mortes. “Tenho coveiros adoecidos. Não sei se ele serviria para ser coveiro. Tomara que assuma as funções de Presidente. Uma delas é respeitar os coveiros”, disse, chorando.

Desabafo
“Não fui criado sob essa lógica do 'homem não chora'. Nesta crise, tem acontecido isso. Às vezes, consigo controlar. Muitas vezes, não consigo”, afirma.

Aos poucos
O secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, diz que vai defender hoje que a reabertura das atividades seja “muito selecionada” e que o principal critério a ser observado seja a aglomeração. Para ele, abrir e depois ter que voltar a fechar é péssimo para a economia.

Sem data
Meirelles participa de reunião na cúpula da gestão João Doria (PSDB-SP) que discutirá os parâmetros da reabertura. Para ele, a decisão deve variar de acordo com a região do estado e também é desejável que as fases de afrouxamento sejam ditadas por marcadores da doença e não por datas pré-definidas.

Relógio
A aduana chinesa atrasou o cronograma do governo brasileiro, que previa receber ontem voo fretado com materiais hospitalares para o combate ao coronavírus. A China quer inspecionar um lote de 5 milhões de máscaras antes de enviar uma carga de 17 milhões de unidades ao Brasil, com o argumento de que quer conferir a qualidade do material.

Controle
A previsão do Ministério da Infraestrutura é que a inspeção seja feita hoje, com a liberação da carga para embarque. Os aviões fretados pelo Brasil já estão na China, à espera dos produtos.

Calculadora
Prévia da arrecadação no estado de Goiás mostra que, em abril, até o dia 20, a arrecadação de ICMS caiu 11,15% em relação ao mesmo período do ano passado. A queda é inferior aos 30% previstos no projeto de recomposição de perdas da Câmara. Especialistas avisam, porém, que é só o início da crise e que os números tendem a piorar.

Sobe e desce
A arrecadação que incide sobre telecomunicações aumentou quase 26%, mas foi insuficiente para compensar perdas em outras atividades, como na eletricidade, que caiu quase 28%.

Passa bem
O agronegócio goiano não viu crise. O faturamento da produção agropecuária cresceu quase 50% em relação a abril de 2019 e o da indústria de carnes, 42,39%.

Isolamento
Desde que a OMS declarou pandemia, não houve voos da Força Aérea Brasileira (FAB) em 26 dos 38 dias (68%), segundo dados disponíveis no site.

Passageiros
O ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) foi o que mais usou o avião do governo, foram nove voos em quatro dias. Luiz Henrique Mandetta (Saúde) foi o segundo, com três viagens no período. O novato Nelson Teich já andou de FAB duas vezes.

Tiroteio

“Não é uma brincadeira. Problema é feito para resolver. Se fosse a minha função resolver, já tinha resolvido.”

De Luiz Carlos, vocalista do grupo de pagode Raça Negra, ao comentar o combate ao coronavírus em live para mais de 1 milhão de pessoas.

Publicação simultânea com a Folha de São Paulo

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