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OPINIÃO ECONÔMICA

O cliente realmente está no centro do negócio?

Transformar discurso em prática exige tratar dados e tecnologia como pilares, integrando jornadas e decisões para gerar valor real ao cliente

Thiago Molino | | Atualizado em
Opinião Econômica


          Imagem ilustrativa da imagem O cliente realmente está no centro do negócio?
Thiago Molino é CEO da Globalsys |  Foto: Divulgação

Nos últimos anos, tornou-se recorrente o discurso sobre colocar o cliente no centro da estratégia. No entanto, entre intenção e execução existe um abismo e é exatamente o uso de dados que separa as empresas que permanecem na teoria daquelas que transformam esse princípio em prática.

Muitas organizações ainda operam com decisões baseadas em percepções isoladas, sem uma leitura estruturada do comportamento do cliente ao longo da jornada.

A crescente relevância de tecnologia e dados, evidenciada em eventos como o Fórum E-commerce Brasil, deixa claro que esses tópicos não podem mais ser tratados como áreas isoladas dentro das organizações. Eles são pilares estratégicos diretamente conectados à capacidade de crescimento.

É por meio deles que as empresas aprofundam o conhecimento sobre seus clientes, personalizam jornadas e tomam decisões com mais agilidade e precisão.

Colocar o cliente no centro exige uma visão integrada de toda a sua jornada. Isso significa conectar informações, unificar dados e compreender o caminho completo — do marketing às vendas, da gestão de estoque à logística, até a experiência no pós-venda.

Sem essa integração, cada área passa a operar com uma visão parcial, o que gera inconsistência na experiência e perda de oportunidades. Quando os dados não estão devidamente estruturados e integrados, deixam de gerar inteligência e passam a produzir desinformação, comprometendo diretamente a velocidade e a qualidade das decisões.

Nesse contexto, a tecnologia assume um papel fundamental como facilitadora desse processo. Trata-se de estruturar o ambiente, integrar sistemas, automatizar operações e transformar dados em informação relevante para a tomada de decisão.

Esse movimento não é apenas técnico, mas estratégico, pois impacta diretamente a forma como a empresa se posiciona, compete e evolui em mercados cada vez mais dinâmicos.

Ao longo dos últimos 16 anos, temos atuado exatamente nesse ponto: olhando para a dor do cliente e apoiando empresas na organização de seus dados, na integração e automação de suas operações e na aplicação de soluções de tecnologia e inovação para gerar eficiência e resultados.

É urgente a necessidade de tirar a tecnologia e a inteligência artificial do campo da tendência e colocá-las no papel de alavancas para a construção de negócios mais eficientes.

O crescimento não acontece por acaso; ele é resultado de uma operação conectada, capaz de transformar dados em decisões rápidas e assertivas. Empresas que tratam tecnologia e dados como parte central do negócio conseguem responder melhor às mudanças, antecipar demandas e, principalmente, entregar valor ao cliente em cada ponto de contato.

Em um cenário de alta competitividade, essa capacidade deixa de ser diferencial e passa a ser requisito para a sustentabilidade do negócio. É nesse nível de execução que se diferencia quem fala sobre o cliente e quem, de fato, constrói o negócio a partir dele.

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