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OPINIÃO ECONÔMICA

Alta nos imóveis não é “bolha”!

Crescimento de 30,8% nos imóveis em construção reflete força do setor, impulsionada por estabilidade, demanda real e novo perfil de compradores no ES

Samir Ginaid | 08/04/2026, 12:55 h | Atualizado em 08/04/2026, 12:55
Opinião Econômica

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          Imagem ilustrativa da imagem Alta nos imóveis não é “bolha”!
Samir Ginaid é empresário e especialista em lançamentos da RE/MAX Espirito Santo |  Foto: Divulgação

O mercado imobiliário é, historicamente, o termômetro mais sensível da saúde econômica de uma região. No Espírito Santo, os ponteiros não apenas subiram; eles deram um salto. Os dados do 46º Censo do Sinduscon-ES revelam que encerramos o último ciclo com um crescimento robusto de 30,8% em imóveis em construção, saltando de 14.885 para impressionantes 19.469 unidades.

Como especialista na ponta da lança do setor, vejo que esse fenômeno não é obra do acaso ou de uma “bolha” momentânea. É o resultado de uma convergência rara entre eficiência pública e confiança privada. Vila Velha, hoje, não é apenas um polo regional; é o epicentro desse movimento, concentrando metade da oferta residencial da Grande Vitória.

Mas para entender o porquê de estarmos construindo tanto, precisamos olhar para os pilares que sustentam esses canteiros de obras. Primeiro vamos falar sobre segurança jurídica e estabilidade política. Ninguém investe milhões em fundações de concreto se o terreno político for instável.

O Espírito Santo colhe hoje os frutos de décadas de responsabilidade fiscal e contas em dia. A estabilidade política e a segurança jurídica criadas pelas gestões estadual e municipais transformaram o estado em um “oásis” de previsibilidade.

Quando o poder público faz o dever de casa — investindo em infraestrutura urbana e desburocratizando processos sem abrir mão da sustentabilidade —, o setor privado responde com investimentos de longo prazo. Estamos presenciando também um novo perfil de consumidor.

O Espírito Santo tornou-se um imã para imigrantes de diversas partes do Brasil. O que eles buscam? Qualidade de vida, segurança e, acima de tudo, oportunidade. Esse fluxo migratório gera uma demanda real e imediata.

As pessoas não estão comprando imóveis apenas para especular; elas estão comprando para morar, trabalhar e empreender. O crescimento de 34,5% na Serra e a solidez de Vitória reforçam que a expansão é equilibrada e atende a diferentes nichos de renda e necessidade.

Outro ponto a se considerar é que os 19.469 imóveis em produção hoje são radicalmente diferentes dos projetos de cinco ou dez anos atrás.

A demanda atual exige produtos modernos, funcionais e bem localizados. O censo mostra uma diversidade saudável de tipologias, o que prova que o mercado está maduro. Estamos entregando o que o novo morador capixaba pede: tecnologia integrada, áreas compartilhadas inteligentes e integração com a mobilidade urbana.

Desse modo, o crescimento de Vila Velha, que viu seu estoque subir de 7,2 mil para quase 10 mil unidades, é o símbolo maior dessa era. Embora Cariacica tenha apresentado uma retração pontual, o saldo geral é de um mercado em franca ascensão e, mais importante, sustentável.

Não estamos diante de um movimento especulativo. Estamos construindo o Espírito Santo do futuro, uma unidade por vez. O momento atual é um convite para quem busca segurança patrimonial em um Estado que decidiu crescer com ordem e estratégia.

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