Pela metade
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Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
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Para um time com seis reservas nas linhas defensivas, quatro deles com, no máximo, oito jogos com a camisa da Seleção, perder para a França por 2 a 1, em jogo equilibrado, trouxe para Ancelotti pontos importantes. Bons e ruins. Em suma: perder para a finalista que lutava pelo bicampeonato mundial na última Copa, agora melhorada pela presença de pelo menos três destaques do futebol europeu (Ekitikê, Liverpool, Olise, Bayern e Doué, PSG), vai ajudar mais do que atrapalhar.
É bom que se tenha claro que a Seleção não será hexacampeã simplesmente por carregar cinco estrelas no peito - tampouco por ter escrito cinco ou seis capítulos encantadores no livro que conta a história do futebol mundial.
No entanto, também não deixará de se-lo porque perdeu, no contexto relatado, um amistoso contra um adversário que está nas mãos do mesmo treinador há 14 anos - ou 175 jogos. Não será assim, gente. Ancelotti tenta cortar caminho para recuperar o tempo perdido.
E isso significa ver em ação os jogadores que ele precisará ter para mudar cenários, ajustar ideias e aprimorar estratégias.
Em duas semanas de treinos diários, por vezes com duas sessões, o treinador italiano acostumado a vencer as mais difíceis torneios decididos em jogos eliminatórios tentará dar à seleção brasileira o espirito competitivo necessário. E, neste sentido, foi bom ver quatro atacantes se desdobrando na marcação à saída de bola dos franceses. Gerou desconforto.
A Seleção perdeu o confronto porque neste confronto em Boston o time francês era mais talentoso, experiente e bem formatado dentro da filosofia de jogo competitivo implantada por Didier Deschamps em 2012. E dizer isso não é repetir clichê.
A seleção francesa já fez bons e maus jogos. Já venceu duelos difíceis e perdeu para adversários teoricamente mais frágeis. Mas desde então jamais deixou de ser percebida como uma das maiores forças do futebol mundial.
O primeiro gol francês, na bola que Dembélé enfiou para Mbappè, nasceu de um erro na transição defensiva. E o segundo na marcação por pressão que desencaixou e permitiu maioria de um time que atuava com um jogador a menos.
A seleção de Ancelotti, mesmo mexida, reduziu e quase empatou. Não mudaria nada. Era só um teste para reservas do sistema defensivo e ensaio para a linha de frente. O copo segue meio cheio, mas há quem prefira vê-lo meio vazio.
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