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Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Colunista

Gilmar Ferreira

O vírus da paixão

| 05/02/2020, 09:06 09:06 h | Atualizado em 05/02/2020, 09:08

O futebol é apaixonante e, justamente por cegar seus adoradores, exige esforço para que se entenda a lógica construída pelos resultados e se aceite as verdades impostas pela massa. Como o caso particular que envolve a relação entre os torcedores do Vasco e o técnico Abel Braga.

O profissional campeão brasileiro, sul-americano (Copas Sul-Americana e Libertadores) e mundial é hoje um treinador mais amaldiçoado pelos torcedores de um Flamengo que ele ajudou a construir em 2019 do que pelos de um Cruzeiro que ele ajudou a rebaixar, também no ano passado.

Desconfiança

Caçoado, injusta e covardemente, por alguns rubro-negros que se manifestam pelas redes sociais a cada tropeço verbal ou esportivo, Abel Braga começa a ser visto com desconfiança pelos vascaínos.
Um contágio viral que brota dos “memes” produzidos a cada mau resultado do Vasco como se fosse o técnico o único culpado pelo futebol medíocre que o time titular apresentou em três jogos do Carioca, depois de 14 dias de pré-temporada — empate, vitória e derrota num jogo atípico, às 11 horas da manhã.

Campanha

O texto não é em defesa do treinador de 67 anos, que, agora, enfrenta campanha por sua aposentadoria.

Abel Braga não se preocupou em remoçar o grupo de trabalho que o acompanha, tem conceitos de jogo questionáveis para o momento e ainda não conseguiu enlaçar os corações vascaínos — feito que o rubro-negro Vanderlei Luxemburgo obteve sem esforço.

Mas é bom lembrar que as derrotas nos clássicos com Flamengo e Botafogo foram obtidas por um time sub-20.

Planejamento

Hoje, nesse jogo de estreia do clube na Copa Sul-Americana, contra o Oriente Petrolero, da Bolívia, em São Januário, veremos se planejamento do clube foi tão mal feito quanto parece.

Ainda assim, é bom que os vascaínos se lembrem que o time terminou 2019 com uma vitória nos seis jogos finais — duas nas últimas 11 partidas. E sobre os rebaixados CSA e Cruzeiro!

Time, aliás, que tinha Osvaldo Henríquez na zaga, Richard na cabeça-da-área, Freddy Guarín no meio e Rossi no ataque.

Números

Na leitura fria dos números, o desempenho de 33,3% (12 pontos em 36 disputados) dos titulares de Vanderlei é inferior aos 44,4% (quatro em nove pontos) obtidos pelos titulares de Abel Braga — superior, no entanto, aos 26,6% de rendimento do Vasco de 2020 —, quatro pontos em 15.
A vitória hoje põe o enfraquecido conjunto de Abel Braga em vantagem...

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