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Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Colunista

Gilmar Ferreira

Minhas impressões

| 10/02/2020, 08:50 08:50 h | Atualizado em 10/02/2020, 08:52

Nenhum dos quatro primeiros clássicos do Estadual do Rio serviu para aferir o quanto os times estão prontos para serem cobrados pela qualidade do futebol que produzem.

Mas, cá pra nós: alguém esperava que fosse diferente, com os times ainda em fase de recuperação do espírito competitivo? Talvez o jogo mais próximo do padrão que se espera de um clássico tenha sido o 1 a 0 do Fluminense sobre o sub-21 do Flamengo, na quarta rodada.

Por isso, o Fla-Flu da semifinal de quarta-feira nos soa como abertura real da temporada. Apesar de os tricolores jogarem por empate, os rubro-negros de Jesus têm a excelência coletiva.

Fluminense 3 x 0 Botafogo
A derrota que levou a cabeça de Alberto Valentim para a guilhotina não necessariamente evidenciou a superioridade de um time sobre o outro. Mas que o trabalho de Odair Hellmann está em estágio mais adiantado do que o do seu companheiro de profissão.

E é justamente aí, neste ponto, que os alvinegros escoram a discutir sobre a continuidade do trabalho. Nas mãos do campeão carioca de 2018, o Botafogo não conseguiu uma identidade.

Com Barroca, por exemplo, em dois jogos já se sabia o que esperar do time: posse de bola, controle de jogo e ocupação do espaços. Como podemos ver no Fluminense de Odair: marcação forte, pressão no homem da bola e saída em contra-ataques rápidos.

Fica cada vez mais evidente que a preparação tricolor visou a construção de um sistema que fizesse do veterano Nenê o diferencial do time. Deu certo!

Flamengo 2 x 0 Madureira

Jorge Jesus fez dos dois últimos jogos dessa fase classificatória do turno meros amistosos para o ensaio coletivo.

O time, agora como uma dupla de zaga mais veloz e excelentes opções de ataque, tem mais energia e repertório. Corre mais, o tempo todo e sem perder a qualidade técnica.
Não houve ainda um teste que aferisse o eficácia do sistema defensivo como um todo, em especial a cobertura dos laterais, mas a intensidade e o volume são de impressionar.

Portuguesa 2 x 3 Vasco

O confronto em Bacaxá não deu a Abel as respostas que precisa para a definição de uma base. Mas serviu para Germán Cano melhorar a sua autoconfiança e se consolidar como homem de referência.

O argentino já tem três gols em cinco partidas e os companheiros já o reconhecem como peça estratégica. Mas falta muito para ser percebido como um time competitivo...

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