Ao ataque
Comentários sobre o futebol, os clubes e os craques do esporte mais popular do planeta
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
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A convocação da Seleção para os amistosos desta data-Fifa contra França e Croácia descortinou um cenário de curto e médio prazos um pouco mais condizente com a história do futebol brasileiro. E não se trata de visão uranista ou algo que o valha. Pelo contrário: há coerência na crítica à falta de laterais ofensivos e confiáveis, e no desânimo pela ausência de um legítimo 10. Mas não dá para negar que essa é uma das mais promissoras safras de atacantes que a Seleção já teve desde a Copa do Mundo de 2006.
Depois daquela Seleção que disputou a Copa da Alemanha, com Ronaldo, Kaká, Adriano, Ronaldinho, Robinho e Fred, só agora o Brasil volta a ter um bom número de opções ofensivas com protagonismo à nível mundial.
De Vini Jr e Raphinha, brilhando nos dois maiores clubes da Espanha, a Estevão, João Pedro, Matheus Cunha, Igor Thiago, Martinelli, Igor Jesus e Rayan, se destacando em clubes ingleses.
Passando pelo momento de Endrick, no Lyon, da França, e por outros que brilham aqui mesmo, no Brasil.
Carlo Ancelotti quer formar um time com quatro atacantes, que hoje seriam Cunha, Estevão, Vini e Raphinha. Podem ainda não ter o brilho e o faro de gol comparáveis a Bebeto e Romário, ou Ronaldo e Rivaldo.
Mas encantam por serem efetivos e insinuantes, virtuosos e competitivos. Não à toa, figuram entre os melhores do mundo. O italiano sabe o porque disso, está satisfeito com a excelência dos que já buscam vaga no quarteto, como Luiz Henrique, João Pedro e Martinelli, e agora experimentará Igor Thiago, Endrick e Rayan.
Vem daí a tranquilidade no trato com Neymar. Para encarar as principais forças com quatro na linha de frente será preciso ter atacantes que entreguem vigor e intensidade nas fases defensiva e ofensiva.
Que marquem e ataquem a bola com constância - ainda que seja por dez, vinte ou trinta minutos. Estes são os cem por cento aos quais o treinador se refere quando perguntado sobre o que Neymar precisa para voltar à seleção: treinos específicos, jogos com intensidade e regularidade - coisas que conseguirá no Santos e não viajando com a seleção.
Neymar até merece a chance de disputar sua última Copa do Mundo. Ainda mais como parte de um time que já não depende dele.
É preciso, no entanto, que ele queira ser apenas parte. Porque, de novo, ao contrário de Copas anteriores, a seleção hoje não depende de um só.
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