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FALANDO DE DIREITO

Comprovante falso de Pix

Envio de comprovante falso de Pix configura estelionato eletrônico e pode gerar reclusão e multa

Sergio Araujo Nilsen | 27/02/2026, 12:25 h | Atualizado em 27/02/2026, 12:25
Falando de Direito

Sergio Araújo Nielsen

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          Imagem ilustrativa da imagem Comprovante falso de Pix
Sergio Araujo Nielsen é advogado especialista em Direito Empresarial. |  Foto: Divulgação

O envio de comprovante falso de Pix para tentar enganar vítimas é considerado estelionato eletrônico, crime previsto no Código Penal Brasileiro. A prática ocorre quando alguém simula uma transferência bancária inexistente, geralmente por meio de imagens ou arquivos adulterados, com o objetivo de obter vantagem indevida.

Esse tipo de golpe tem se tornado cada vez mais comum em negociações pela internet, especialmente na compra e venda de produtos, prestação de serviços e até no pagamento de dívidas.

Ao acreditar que o valor foi transferido, a vítima acaba entregando mercadorias ou realizando serviços sem que o dinheiro, de fato, tenha sido creditado.

A legislação prevê penas mais severas para o estelionato cometido por meio eletrônico ou digital, podendo resultar em reclusão e multa, além da obrigação de ressarcimento do prejuízo causado.

Especialistas alertam que a simples tentativa de aplicar o golpe já configura crime, mesmo que a fraude não seja concluída.

Com essa fundamentação, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a condenação de uma mulher por estelionato eletrônico em razão do envio de um comprovante falso de Pix para enganar uma papelaria em Rondonópolis.

Por unanimidade, os desembargadores negaram o recurso da defesa e confirmaram a pena de quatro anos de reclusão, em regime aberto, substituída por duas penas restritivas de direitos, além de multa.

De acordo com os autos, a acusada entrou em contato com a papelaria por aplicativo de mensagens, usando nome falso, e solicitou a compra de materiais escolares cujos valores somaram pouco mais de R$ 1.000.

Para convencer o estabelecimento a liberar os produtos, ela encaminhou um comprovante de Pix adulterado, omitindo que o pagamento se tratava apenas de um agendamento.

Depois do envio do documento, um motorista de aplicativo foi até o local e retirou os materiais. No dia seguinte, a empresa constatou que o valor não havia sido creditado em sua conta.

Autoridades orientam que, antes de liberar qualquer produto ou serviço, o recebedor confirme o crédito diretamente na conta bancária, evitando confiar apenas em comprovantes enviados por aplicativos de mensagem.

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