Chorar lava a alma
Choro vai além da emoção e atua como mecanismo natural de alívio e comunicação do corpo humano
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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Choramos ao nascer, visando iniciar a respiração independente, expandir os pulmões e expelir o líquido amniótico das vias respiratórias. Esse choro inicial é um mecanismo que ajuda a oxigenar o corpo. Lágrimas contêm eletrólitos, muco, água, proteínas e lipídios, participando de várias funções biológicas. As proteínas, por exemplo, têm ação antiviral e antibacteriana, enquanto os eletrólitos são minerais essenciais para o funcionamento do organismo. Derramamos lágrimas também quando estamos tristes, irritados e felizes.
Muitas vezes, vivenciamos situações em que a emoção é tanta que nos faltam palavras para expressar os sentimentos.
Em algumas situações, as lágrimas escorrem dos olhos sem que tenhamos controle sobre elas. Lágrimas contam histórias de dores e alegrias.
Quando estamos sensíveis, por vezes carentes de alguma manifestação de afeto, um simples aperto de mão ou um afago carregado de amor são suficientes para deixar nossos olhos marejados.
Até mesmo os sons de uma música podem alcançar o coração, gerando emoção, pois sentimos a alma acariciada pela sua doce e vibrante melodia.
Por outro lado, dores emocionais ou físicas costumam chegar sem pedir licença, ocupando espaço considerável na alma e no corpo.
Lágrimas são derramadas pela dor da partida, pela dor da ausência, pela dor da saudade, pela dor do erro cometido e até pela dor do arrependimento.
Seja ela vertida pelo sofrimento ou pela alegria, a lágrima nos diz que somos seres movidos pela emoção, capazes de exteriorizar sentimentos.
Lágrimas derramadas pela dor fazem com que o motivo que nos comove seja também o mesmo motivo que nos move.
Surgindo de um lugar qualquer situado no mais profundo do nosso ser, um local que, muitas vezes, não sabemos sequer que existia, o sentimento debulha em lágrimas. Mas, quando a tempestade passa, o pranto deixa espaço para a bonança. O choro funciona como uma libertação, uma descarga das tensões internas, sejam estas quais forem.
Quase todas as pessoas se sentem melhor após uma crise de choro. Através das lágrimas, expulsamos manganês do organismo, mineral que afeta o humor e que está ligado a atos de violência, além de outras substâncias que ajudam a reduzir o estresse e a dor.
Assim como expirar, urinar, defecar e suar, as lágrimas libertam substâncias tóxicas do corpo.
Lágrimas emocionais são mais viscosas. Esta característica reduz sua velocidade, quando correm pelo rosto, ajudando-as a cumprir a missão de serem vistas pelos outros, objetivando criar laços.
Recém-nascidos usam o choro como forma de comunicação em diversas circunstâncias, como quando sentem fome, por exemplo. Através do choro e na ausência das palavras que ainda não é capaz de proferir, o bebê consegue obter o que deseja e fazer suas exigências.
Indivíduos que nunca vertem lágrimas costumam ser menos sociáveis.
“Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho. Há pessoas que sorriem por saber que os espinhos têm rosas”.
João Evangelista Teixeira Lima é clínico geral e gastroenterologista
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.