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Imagem ilustrativa da capa de fundo do colunista Andreza Matais e Marcelo de Moraes

Coluna do Estadão

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Andreza Matais e Marcelo de Moraes

'Silêncio' de Bolsonaro sobre prisão de aliados instiga teoria

01/11/2021 11:06:52 min. de leitura

Conforme avança, a duras penas, o mandato de Jair Bolsonaro, ele vai deixando aliados e ex-aliados abandonados à beira da estrada. De Santos Cruz a Zé Trovão, por causa de desavenças, de supostas necessidades políticas ou por mera conveniência, o presidente parece cultivar o hábito de virar as costas aos correligionários e seguir em frente. Assim, Bolsonaro fortalece a fama de ser "pouco confiável".

Porém, ainda dispõe de crédito com seus liderados. Amigo e colega de ofício do caminhoneiro Zé Trovão, Marinaldo Machado afirma que "o presidente poderia, sim, tentar fazer algo" em favor do líder preso. "Mas qualquer coisa que ele faça será vista como arbitrariedade", ele afirma.

VIA... Apesar de a maioria dos "abandonados" manter apoio ao governo, a suposta falta de ação de Bolsonaro alimenta teorias de que o grupo do presidente estaria disposto a diminuir a concorrência eleitoral.

...LIMPA O que mais incomoda os aliados é ver o sempre eloquente Bolsonaro calado sobre as prisões decretadas pelo STF. "Zé Trovão se tornou uma figura política e pode até concorrer em 2022. O que pensamos é que quem já está lá enxerga ela como um possível concorrente. Só isso explica o silêncio", afirma Machado.

CLICK. João Doria (PSDB), Governador de São Paulo, na COP26 para sua primeira participação, tucano foi abordado na entrada do evento por brasileiros que o cumprimentaram pelo esforço pela vacina.

AINDA "O silêncio é assustador", disse Graciela Nienov, que assumiu o PTB no lugar de Roberto Jefferson, também preso. "Mesmo que Bolsonaro não recolha seus feridos, continuaremos no apoio ao presidente porque ele representa nossas crenças", afirma ela.

FICA... Circula nos grupos das prévias do PSDB um vídeo protagonizado por Tasso Jereissati (CE) que, segundo tucanos, pode ser capaz de mexer com o coração de Geraldo Alckmin, hoje disposto a deixar o partido que ajudou a fundar em 1988.

Pronto, falei! 

Jair Bolsonaro estimula todos os dias a violência contra jornalistas. O presidente é responsável pelas agressão sofridas por repórteres em Roma (na cúpula do G-20).”

Marcelo Freixo, deputado federal (PSB-RJ)

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