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Mourão faz mea-culpa e vê risco ao agronegócio

| 05/06/2020, 08:27 08:27 h | Atualizado em 05/06/2020, 08:31

O vice-presidente Hamilton Mourão entende que o governo Jair Bolsonaro derrapou na largada do combate ao desmatamento e, por isso, “perdeu a narrativa” no meio ambiente. Segundo ele, sem citar o ministro Ricardo Salles, o Brasil hoje é apresentado internacionalmente como “vilão”.

“Fazemos esse mea-culpa, ela (Operação Verde Brasil na Amazônia) devia ter começado lá no final do ano passado”, afirmou, em entrevista que contou com a participação da Coluna. O vice reconhece que essa imagem ruim atrapalha o agronegócio do País.

Agro. “Temos de demonstrar ao mundo que nossos produtores rurais estão comprometidos e obedecem a legislação ambiental”, disse Mourão. “A questão das barreiras, sejam tarifárias, comerciais ou até, digamos, ambientais, todas colocadas com um único objetivo: reduzir a capacidade e a penetração que o nosso agronegócio tem.”

Já era? “Somos apresentados como vilões do meio ambiente quando não somos. Temos que reconhecer que houve aumento no desmatamento na Amazônia”, disse o vice.

Canais. “Nós temos de nos aproximar da comunidade internacional, das organizações ambientais e deixarmos claro o compromisso não só do governo brasileiro, mas do Estado brasileiro com a proteção e preservação do seu patrimônio natural”, disse Mourão.

Passou... Mourão minimizou as manifestações a favor de Bolsonaro que atacam as instituições, a democracia e pregam intervenção militar. “Enquanto ficar no terreno da retórica, faixa, palavra de ordem, como sempre fica esse tipo de manifestação, está contida dentro dos limites da lei.”

...um pano. Segundo Mourão, o grupo da ativista Sara Winter “não enche um caminhão”. “No momento em que partirem para a baderna, dano ao patrimônio público, agressão aos ministros na rua, em suas residências, aí as barras da lei param com esses grupos.”

Simples. Sobre a tensão com o STF: “Decisões judiciais a gente cumpre ou contesta utilizando os meios que a Justiça tem”, disse Mourão.

Me diz aí. Pontos mal explicados pela Secom segundo quem conhece o mercado de anúncios do Google: 1) Se não há censura ou filtro, quais são os canais de oposição que recebem recursos? 2) Uma vez que a empresa fornece relatórios das veiculações, isso foi fiscalizado? Se sim, por que deixou passar site adulto?

Click. Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles participou de live com empresários, promovida pelo Grupo Voto. O tema foi “desburocratização para acelerar o Brasil”.

Contexto. CPI mista das Fake News apontou anúncios em canais de “conteúdo inapropriado”. O governo alega que a distribuição é feita pelo Google, por algoritmo. Já a empresa diz ser feita também por pessoas.

Fica... Ronaldo Caiado ligou para o gabinete de Eduardo Pazuello. Atendeu a secretária: “Quem?!”. Ele repetiu: “Ronaldo Caiado”. “Caia... o quê?!”. Impaciente, ele reagiu: “Governador de Goiás!”. “De onde?!” Caiado desistiu. Bateu o telefone e ficou por isso.

…difícil. O ex-ministro Mandetta estava justamente com Caiado na hora do telefonema, que vem sendo usado no Congresso como exemplo do “desmanche na Saúde”. Como a secretária do ministro não sabe nem quem são os governadores?

Pronto, falei!

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