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Estado de São Paulo

Dúvida sobre futuro de Bolsonaro já paira no ar

| 21/03/2021, 07:56 07:56 h | Atualizado em 21/03/2021, 08:00

Nos últimos dias, uma questão perigosa para Jair Bolsonaro passou a ser debatida reservadamente entre os líderes de Brasília: o que aconteceria, em um País sem vacina e com desemprego e inflação nas alturas, se o Presidente fosse substituído? Trocando em miúdos, o afastamento de Bolsonaro paralisaria ainda mais o Brasil ou resultaria em algum avanço imediato? Para os mais experientes, veteranos de 1992 e 2016, as respostas são menos importantes do que a instauração e a disseminação dessa questão. O vírus da dúvida já está no ar de Brasília.

Avarias. O Centrão adverte: 2022 é logo ali e ninguém quer ficar abraçado a um barco que pode afundar antes de a regata começar.

Deu... A ação de Jair Bolsonaro no Supremo contra governadores conseguiu piorar o clima de alta tensão no Congresso.

...pra ti? A leitura: os últimos dias revelaram, mais uma vez, que o Presidente prefere radicalizar e espalhar mentiras ante agir politicamente no combate à pandemia. Com a escalada nos índices de mortes e filas de UTI, ficou atestada a inoperância do governo.

Linha. Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL) têm feito tudo para não entrar em rota de colisão com o governo, mas a sensação no entorno dos presidentes do Congresso é de situação limítrofe.

Aff. Pacheco ficou bastante abalado com a morte de Major Olimpio e não gostou nem um pouco da insinuação de Bolsonaro de um estado de sítio no País.

Click. Em Recife, o prefeito João Campos (PSB) acompanha vacinação. A capital pernambucana já vacinou 90% de pessoas com mais de 70 anos.

Chega. Em carta aberta, Simone Tebet (MDB-MS) cobrou, mais uma vez, a instalação da CPI da Covid-19 no Senado como forma de pressionar o Executivo federal a agir com “rapidez, coordenação e vontade”.

Caos. “Ou Bolsonaro se dirige à nação e demonstra plena consciência da gravidade da situação e apresenta, ao lado do ministro da Saúde, um plano nacional de execução urgente para enfrentamento à pandemia, ou permaneceremos, todos, no caos”, afirma Tebet.

Em síntese. “Ao invés de se ocupar em saber como comprar medicamentos que estão em falta nos hospitais, Bolsonaro dedica seu tempo a agredir prefeitos e governadores”, diz o governador Rui Costa (PT-BA).

Torta... Assessores palacianos sentiram a tensão escalar em Brasília. Admitem, reservadamente, que a insatisfação com o comportamento do Presidente não parte só da oposição, mas de alguns aliados também.

...de climão. A esperança reside na reunião entre Congresso, Planalto, STF, AGU, PGR e governadores. Sonham em união para combater a pandemia. Mas sabem que tudo dependerá do Presidente. Ou seja...

De volta. Aos poucos, Aécio Neves vai reassumindo protagonismo na Câmara.

Tá chegando. A Caixa assinou a renovação do contrato com a Prefeitura de São Paulo para ser o banco do Renda Básica Emergencial, que deverá beneficiar cerca de 490 pessoas. Os pagamentos serão feitos pelo aplicativo CaixaTem, o mesmo do auxílio emergencial do governo federal.

Novo. Sérgio Victor assume a liderança do Novo na Assembleia-SP. “O desafio será amenizar impactos aos empreendedores e às famílias que estão sofrendo com as restrições da pandemia, além de fiscalizar para que não tenhamos falta de vacinas e de insumos”.


Pronto, falei!


"País sofrendo com as crises e o Presidente falando em estado de sítio e promovendo confrontos com discursos que dividem e dispersam nossa energia”, Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados (PL-AM) sobre confrontos promovidos por Bolsonaro.

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