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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Maia já fez 11 viagens de jato da FAB no recesso

| 27/01/2020, 08:26 08:26 h | Atualizado em 27/01/2020, 08:31

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não é só recordista em uso e abuso de jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) apenas em 2019. Também é a autoridade que mais viajou nos jatos da FAB durante o recesso parlamentar: foram 11 vezes.

Em dezembro, só entre os dias 22 e 25, três viagens. A última de 2019, em jatinho oficial, foi para Campinas (SP). Em 2020, pleno recesso, já são oito passeios pela FAB.

Rodrigo Milhas
Rodrigo Maia viajou 238 vezes em jatinhos da FAB, durante o ano de 2019. Número superior ao total de dias de trabalho no Parlamento.

Reincidência?
No recesso de julho do ano passado, o presidente da Câmara foi para Campinas, onde pegou um avião com a família para os EUA.

Destinos preferidos
Maia realizou três viagens para Brasília, três para o Rio de Janeiro, onde reside, e outras duas para São Paulo.

Ano novo estrelado
O viajante-mor da República passou o Ano-Novo em Miami, com a família e amigos. Ao menos abriu mão do desconforto do jatinho da FAB.

Falta posição
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (foto), disse que “decisão judicial não se contesta” e vai esperar a o plenário do STF para se posicionar sobre o juiz das garantias.
O Congresso que ele preside aprovou a lei.

Distribuidoras tentam golpe contra venda direta
Perto de perder o “cartório” que as tornou bilionárias, as distribuidoras de combustíveis armaram um novo golpe, tentando “melar” a decisão do presidente Jair Bolsonaro de implantar no País a venda direta de etanol, pelos produtores, aos postos. O golpe é criar “distribuidoras somente de etanol”, com o objetivo malandro de perpetuar esse negócio oportunista, que prospera na exploração dos consumidores.

Maia prometeu
Bolsonaro obteve do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a promessa de votar projetos que autorizem imediatamente a venda direta.

Lobby poderoso
Há projetos autorizando a venda direta, tanto na Câmara quanto no Senado, mas o lobby das distribuidoras tem dificultado a votação.

Cartório vergonhoso
As distribuidoras também encarecem o preço final da gasolina e do diesel: como usinas, as refinarias são proibidas de vender aos postos.

Lei do cão
No Distrito Federal, há uma Lei do Carnaval que parece brincadeira: obriga o governo a distribuir dinheiro público com blocos carnavalescos e escolas de samba, algumas risíveis. São 51 blocos e 21 escolas na fila.

Projetos do atraso
Deputados do Psol apresentaram um projeto-sanguessuga para tentar retirar os Correios da lista de estatais a serem privatizadas. Eles insistem que a estatal “não dá prejuízo”, apesar do buraco bilionário.

Mais golpe no Brasil
A Polícia Federal foi às redes esclarecer que a emissão de passaportes é feita exclusivamente pelo site da PF. A denúncia é que outros sites prometem “assessoria”, mas buscam só os documentos do cidadão.

Mordomias capixadas
O deputado estadual Dr. Hércules (MDB) acionou o Ministério Público Federal para mandar fiscalizar a utilização de veículos oficiais por parte de órgãos federais no Espírito Santo e em outros estados.

Sem propósito
A Organização Mundial da Saúde já descartou qualquer tipo de pandemia em relação ao coronavírus. Mas o Senado, de férias ainda por duas semanas, vai realizar em fevereiro audiência pública do tema.

Vietnã, 47
Há 47 anos, os Acordos de Paz de Paris eram assinados pelo governo dos Estados Unidos, e os governos do Vietnã do Sul e do Norte, além do governo revolucionário provisório, os vietcongs. Foi o fim da guerra.

Folga de folgados
O mês de fevereiro já começa esta semana, mas o Congresso só volta ao batente na semana que vem.

Vai lá, Witzel
O governador do Rio, Wilson Witzel (foto), deveria aprender em uma ex-colônia inglesa nos cafundós da América Central chamada Belize.
Lá, a água da torneira é tratada, própria para consumo, limpíssima e saudável.

Poder sem pudor

Tancredo e a pneumonia
A Câmara discutia em 1974 a cassação do deputado Francisco Pinto (MDB-BA), por suas críticas ao ditador Augusto Pinochet. Ernesto Geisel mandou o caso ao Supremo Tribunal Federal, que condenou Chico Pinto e a mesa da Câmara o cassou, num episódio vergonhoso. Tancredo Neves ouviu um deputado da Arena argumentar que não foi o AI-5, mas o STF, que o cassou. Tancredo reagiu contando uma história ocorrida em sua São João Del Rey: “Morreu o vizinho de um compadre meu. Um homem bom, trabalhador, honrado. Morreu de pneumonia, coitado. De madrugada, um parente dele chegou de viagem e perguntou à viúva: ‘Ele morreu de pneumonia simples ou dupla, Mariazinha?’ Ela respondeu, chorando: ‘Simples’. E ele: ‘Ah! Ainda bem!’”.

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