Missão Artemis II: viagem espacial inspira jovens a seguir carreira
Inspirados por missões espaciais, estudantes brasileiros transformam paixão pelo universo em planos concretos de carreira na engenharia aeroespacial
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Enquanto o mundo volta os olhos para a Lua com a missão Artemis II, jovens brasileiros também passam a mirar mais alto. Inspirados pela exploração espacial, estudantes já traçam caminhos para seguir carreira na engenharia aeroespacial.
Entre esses jovens está o estudante Heitor Soares de Oliveira Fischer, de 17 anos, que transformou o interesse pelo espaço em um plano de vida.
No terceiro ano do ensino médio, ele mantém uma rotina intensa de estudos, que começa às 7h e pode se estender até as 22h, com foco no ingresso no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
“Desde pequeno eu já gostava muito dos assuntos do espaço e das áreas das ciências exatas. No nono ano, decidi que era isso que eu queria para a minha vida”.
O objetivo é cursar Engenharia Aeroespacial, área voltada ao desenvolvimento de foguetes, satélites e sistemas de propulsão.
A dedicação já rendeu resultados: Heitor acumula cerca de 120 medalhas em olimpíadas do conhecimento, em disciplinas como Matemática, Física e Química.
Fora da sala de aula, também buscou experiências na área, como uma imersão no Kennedy Space Center, nos Estados Unidos, além de cursos no próprio ITA e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Apesar do fascínio pelo universo, ele diz que prefere contribuir da Terra. “O sonho é trabalhar na área espacial, ajudando no progresso da humanidade”, afirma.
Se para alguns o interesse pela área já virou um projeto de vida, para outros ele ainda está em fase de descoberta — mas com o mesmo entusiasmo.
É o caso do estudante Bernardo Schiocchet Durães, de 13 anos, aluno do oitavo ano.
Desde pequeno, ele se diz fascinado por astronomia e engenharia aeroespacial, mas o interesse ganhou ainda mais força após uma imersão no Johnson Space Center em Houston, Texas, da Nasa, no ano passado.
Durante uma semana, teve contato com atividades práticas, como construção de foguetes, projetos de robótica e simulações que envolviam trabalho em equipe e liderança. “Me inspirou muito aquela viagem”, resume o estudante.
Como objetivo, ele já tem planos de cursar Engenharia Aeroespacial também no ITA.
A mãe, Dayene Schiocchet, conta que o interesse surgiu ainda na infância e se desenvolveu de forma natural. “Ele sempre gostou de construir, testar e criar. Foi passando por diferentes materiais até chegar à robótica. É algo que faz parte dele”, afirma.
Segundo ela, a experiência na Nasa foi decisiva. “Foi transformador. Ele voltou ainda mais motivado e decidido sobre o que quer para o futuro”.
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