Inovação: soluções desenvolvidas no ES chegam ao governo e até ao Flamengo
De game para o Flamengo a apps de serviços públicos, empresas capixabas ganham espaço e programas do Estado prometem novos aportes a partir de outubro
O setor de tecnologia no Espírito Santo também desponta no desenvolvimento de soluções para a transformação digital. Empresas capixabas atendem governos e uma delas já chamou a atenção até do Flamengo.
A GlobalSys, empresa de soluções digitais com sede na Praia da Costa, em Vila Velha, foi quem criou o game oficial do time carioca feito para a Copa do Mundo.
O jogo “6 a 1”, disponível em “www.6a1.flamengo.com.br”, é inspirado em jogos de simulação esportiva e permite que o torcedor escale uma equipe formada por ídolos rubro-negros para enfrentar as seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026.
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O principal desafio da empresa foi o prazo apertado, como conta Beto Yunes, diretor de operações na Globalsys.
“Em apenas cinco dias, concluímos o projeto com uma plataforma escalável, resultado do trabalho integrado de diferentes equipes.”
Com o avanço de governos na adoção do conceito de “cidade inteligente”, startups e empresas de TI caspixabas também desenvolvem aplicativos que lidam com demandas internas das administrações e também com o público.
Esse é o caso da UpCities, empresa fundada em 2012, em Vitória, que criou um aplicativo de agendamento de serviços adotado em Vila Velha e Vitória. A ferramenta, que leva o nome da empresa, foi feito com foco no cidadão, explica o diretor de Marketing, Eliakim Stutz.
“A gente começou oferecendo a implantação de Wi-Fi público e também na digitalização interna das prefeituras. Mas sentíamos a falta de atender a ponta. Do cidadão conseguir acessar os serviços. A partir dessa virada, começamos a foca o produto e a empresa inteiros para os aplicativos, que se transformaram em um ecossistema.”
Reconhecida como uma das capitais pioneiras em digitalização pelo prêmio Cidade Connected Smart Cities (CSC) em 2025, Vitória foi quem puxou a demanda por essas ferramentas em outras cidades da Grande Vitória, afirma Stutz.
“Temos também Vila Velha, que desenvolveu muito rápido (a implantação do digital). E a pandemia da covid-19 serviu para alavancar o serviço digital de prefeituras, principalmente das cidades grandes”, diz o diretor.
O desafio, agora, é ampliar a implantação do digital para cidades menores, de outras regiões do Espírito Santo. “Já há a demanda, mas elas possuem dificuldade em contratar um ecossistema completo, pelo custo e capacidade técnica. Por isso, elaboramos um sistema modular, que pode ser adaptado”, afirma.
Onde há verba
Projetos de fomento
Seedes
O programa Startups e Empreendedorismo Estadual em Desenvolvimento no Espírito Santo (Seedes) é focado na aceleração de negócios. Para participar dele, você já precisa ser uma startup constituída; não pode ser apenas uma ideia.
O programa seleciona 30 negócios, onde cada um recebe R$ 100.000. Ao final do ciclo, cinco startups são selecionadas e recebem um aporte adicional de R$ 100.000.
A iniciativa conta com um investimento total de R$ 5 milhões.
Sementes
O programa Sementes também possui um investimento de R$ 5 milhões, mas a diferença em relação ao Seedes é que o Sementes aceita ideias inovadoras. Se você tem uma ideia e quer validar se ela pode se tornar um negócio, você pode submetê-la ao programa.
A iniciativa também aplica o aporte de R$ 100.000, mas em vez de 30, são aceleradas 50 startups. Nele, são oferecidas mentoria, capacitação e reuniões mensais para checkpoints.
A equipe oferece suporte para as startups que ainda estão na fase de ideia, embora o programa também aceite negócios já estabelecidos. No primeiro ciclo do Sementes, quase metade dos projetos era de ideias e a outra metade já estava em fase de tração e operação.
Mais de R$ 10 milhões para impulsionar projetos
Dois programas do governo do Espírito Santo prometem ajudar empresas com soluções inovadoras a colocar elas no mercado a partir de outubro.
O Seedes e o Sementes, coordenador pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), vão abrir uma nova edição logo após as eleições, adianta Jamylly Caran, coordenadora de projetos estratégicos da secretaria.
São R$ 100 mil para cada projeto escolhido em ambos os programas — no Seedes, são 30 empresas participantes e no Sementes são 50.
A novidade é que, diferentemente do primeiro ciclo do Sementes — que foi focado na região do Rio Doce —, nesta próxima edição o programa será levado para a região Sul do Estado, conta Jamylly.
“Atenderemos municípios como Presidente Kennedy, Cachoeiro de Itapemirim, a região do Caparaó, Marataízes, Vargem Alta, Guaçuí e Alegre. O Sementes é, por definição, um programa de aceleração voltado ao interior do Estado”, reforça a coordenadora.
O orçamento já está em tramitação na Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) para “análise de planos de trabalho e demais trâmites burocráticos necessários”. O edital é previsto para a primeira semana de outubro, após as eleições.
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