Vitória, a segunda capital mais quente do Brasil
A cidade registrou 34,8 ºC, atrás somente de Cuiabá (Mato Grosso), com 35,3 ºC. Falta de chuva ajuda a explicar o calor
Embora esteja chegando ao fim, o verão no Espírito Santo tem demonstrado força total nos primeiros dias de março. Nesta segunda-feira (06), de acordo com a Climatempo, com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Vitória foi a segunda capital mais quente do País, registrando temperatura de 34,8 ºC, atrás apenas de Cuiabá (MT), com 35,3 ºC.
A intensidade do calor que é sentida no corpo, isto é, o índice de calor, popularmente chamado de sensação térmica, beirou os 40 ºC em várias cidades do Estado.
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O município de Marilândia liderou o ranking no Estado. Na cidade, de acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), foram registrados 35,6 ºC, com sensação de 40 ºC.
O índice de calor também foi elevado em Vitória e em Vila Velha, ambas com 39 ºC de sensação térmica.
A meteorologista do Incaper Thábata Brito explica que há justificativa para que as conhecidas “águas de março” não estejam fechando o verão neste ano.
“Desde fevereiro, há um sistema de alta pressão no Espírito Santo que vem inibindo a formação de nuvens que podem desencadear acumulado de chuvas. Esse sistema também inibe a passagem de frentes frias que podem alterar as condições do tempo”, pontuou.
A meteorologista ainda alerta que todo este calorão requer cuidados. Isso porque, a partir de certos índices de calor, há perigo para a saúde humana.
“A partir de 41 ºC de índice de calor, a pessoa pode ter hipertermia e câimbras de calor eventuais. A partir dos 54 ºC, pode haver um agravamento, com as câimbras se espalhando pelo corpo”, disse.
A recomendação é evitar a exposição solar, especialmente nos horários mais quentes, além de reforçar a hidratação e o uso de protetor solar.
Para hoje, segundo o Incaper, pode chover fraco e de forma bem isolada entre a manhã e a tarde na Grande Vitória.
O sol fica entre nuvens e a temperatura varia entre a mínima de 23 ºC e a máxima de 34 ºC, de acordo com a Climatempo.
Reforço na hidratação nos dias quentes
Nesses dias quentes, filtro solar, hidratante, boné e óculos escuros são alguns dos itens que não podem faltar na bolsa da influenciadora e modelo Lilia Coutinho, de 27 anos.
“Quando vou à praia, faço questão de tomar uma água de coco ou drinques acompanhados de água”, disse a jovem.
Na hora de fazer exercícios, os cuidados são dobrados. “A gente transpira e acaba perdendo muito líquido. Durante o treino, sempre levo minha garrafinha de água. Minha meta é tomar uma garrafinha e meia, no mínimo, o que dá quase um litro”, contou.
No fim de um dia quente, o corpo cobra o reforço na hidratação. “Quando me dá aquela dorzinha de cabeça, sei que não bati minha meta”, brincou.
Chuva deve ficar para a 2ª quinzena deste mês
Marcado pela transição do verão para o outono, que começa no dia 20, o mês de março deve permanecer quente e sem expectativa de grandes acumulados de chuva, pelo menos até a 1ª quinzena do mês.
“Havia uma expectativa de chuva acima da média para a região Serrana, mas não para o Estado como um todo”, frisou a meteorologista do Incaper Thábata Brito.
Como o Estado tem sofrido a influência do sistema de alta pressão, a ocorrência de chuvas, comum do período, tem sido menor.
A expectativa é de que a chuva chegue mais para o fim do mês, especialmente para as regiões Sul e Serrana. “O mês de março permanece sendo quente e chuvoso. Mas, geralmente, não são chuvas por longos períodos de tempo. Podem ser pancadas mais concentradas em curtos períodos”, disse.
O meteorologista do Inmet Claudemir de Azevedo reforça que março vai ficar mais seco até a metade do mês.
“A média de chuva para março é 139 mm, mas até hoje (ontem) não choveu nada”, disse. Um milímetro de chuva equivale a um litro de água por metro quadrado. Segundo ele, a perspectiva de chuva é para a segunda quinzena do mês.
“Como estamos com condições de tempo mais aberto, estamos com a média máxima cerca de 2 ºC acima da registrada no mês”.
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