Suspeita de matar cabo da PM ensinava amiga a dopar companheiro, mostram áudios
Helen Kelly de Lima Pedrosa, de 45 anos, investigada pela morte do cabo da Polícia Militar de Pernambuco
Áudios atribuídos a Helen Kelly de Lima Pedrosa, de 45 anos, investigada pela morte do cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, revelam que a suspeita orientou uma amiga a dopar o companheiro para furtar dinheiro e deixar o relacionamento.
As gravações vieram a público após a decretação da prisão preventiva da mulher. Nelas, a investigada orienta a amiga a conseguir um medicamento em gotas e misturá-lo à cerveja consumida pelo homem.
A conversa entre as duas sinaliza que o objetivo da intoxicação seria roubar o dinheiro do homem. "Ele surtando e você botando ele para dormir. O tempo passa rápido. Tu pega o dinheiro dele, tudo que tu quer conquistar, comprar, fazer. E aí tu resolve o teu B.O. E pronto. Depois se sai. Agora tem que ir para um lugar que ele não te encontre", diz Helen.
Justiça
O advogado que representa Helen, Rafael Nunes, disse que não reconhece os áudios como sendo da cliente. A defesa levantou a hipótese de que o material tenha sido produzido com o uso de inteligência artificial.
Já a advogada que representa os interesses da família de José Maria, ex-companheiro de Helen que teria sido envenenado por ela, afirma que testemunhas embasam o argumento de que a suspeita é instável.
Investigações apontam que ela já teria tentado contra a vida de companheiros anteriores e demonstrado um comportamento agressivo em outros relacionamentos amorosos.
Helen Kelly teve a prisão preventiva decretada na última quarta-feira (22). Durante o cumprimento do mandado, no apartamento onde mora em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a suspeita se jogou da janela do quarto andar do edifício.
Socorrida pelo Samu, foi levada ao Hospital da Restauração, onde permanece sob cuidados médicos e com estado de saúde considerado estável.
Morte do ex-namorado
A mulher é investigada pela morte do cabo José Maria Alexandre da Silva Junior, ocorrida em 11 de junho. O policial passou mal e morreu dentro do apartamento da então ex-companheira. A Polícia Civil apura a hipótese de envenenamento, enquanto a investigação segue em andamento.
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