Suspeita de envenenar ex-companheiro PM se joga de prédio para evitar prisão
Ela foi socorrida e levada ao Hospital da Restauração, na área central do Recife
A ex-companheira do policial militar que foi encontrado morto no próprio apartamento, em Boa Viagem, pulou do prédio onde morava durante uma ação policial.
Os policiais civis da Terceira Delegacia de Homicídios foram ao apartamento da suspeita na última quarta-feira (22) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. Hellen Kelly, de 47 anos, teria pedido para trocar uma peça de roupa em outro cômodo e se jogado do quarto andar do prédio, também localizado em Boa Viagem.
Ela foi socorrida e levada ao Hospital da Restauração, na área central do Recife, onde está internada. Não há informações sobre o seu estado de saúde mas ela permanece sob custódia da Polícia Civil.
O caso
Hellen é suspeita de ter causado a morte do ex-companheiro, o cabo da Polícia Militar José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos. Ele foi encontrado sem vida no próprio apartamento, em Boa Viagem, no dia 11 de junho deste ano.
Em depoimento, Hellen contou que José Maria teria tentado envenená-la com uma substância colocada em uma taça com energético. Segundo ela, ao perceber a ação, trocou os recipientes para que ele bebesse da taça envenenada. Em seguida, ele apresentou sinais de intoxicação e morreu.
As investigações, no entanto, levaram as autoridades a acreditar que Hellen colocou clonazepam na taça do policial, um medicamento com propriedades sedativas.
Ela pode ser indiciada por homicídio qualificado mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de fraude processual.
Andamento do caso
A perícia do Instituto de Criminalística informou que a causa da morte do policial ainda está sendo esclarecida, e o inquérito não foi concluído. A defesa de Hellen acompanha as investigações.
A família de José Maria acredita que o mandado de prisão contra a suspeita representa mais um passo em direção à Justiça. Fabíola Monteiro, advogada que representa os familiares, afirma que testemunhas próximas a Hellen relataram que ela apresentava problemas de comportamento e que dopar ex-namorados seria uma prática recorrente.
"Várias testemunhas do convívio dela revelam situações anteriores em que ela já fazia isso", disse.
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