Professor de Vitória que amarrou aluno em cadeira alega depressão
O professor que foi afastado após ser acusado de amarrar o tornozelo de uma criança na cadeira alega que está em depressão.
O advogado do professor, Ugo Fleming, comentou que ele atua em sala de aula há 25 anos e que nunca havia tido outras ocorrências parecidas.
"Ele é um professor acolhedor, sempre está disposto a escutar a necessidade dos alunos. Neste período, ele nunca apresentou nenhum relato parecido", comentou o advogado.
Ugo ressalta que o professor está em um quadro depressivo por conta da perda de irmãos.
"Ao longo dos últimos anos, ele perdeu 3 irmãos e atualmente dedica atenção a outro irmão que tem Síndrome de Down e está em tratamento domiciliar de uma pneumonia aguda. Isso trouxe à tona um quadro de depressão, semelhante ao que ele já havia passado em 2010", ressaltou Ugo.
O advogado afirma que o professor confundiu as relações na sala de aula, local onde o professor acaba assumindo uma figura paternal, e ao invés de tomar uma postura pedagógica, acabou tomando a atitude de amarrar o menino.
Apesar de confirmar que o cliente amarrou o menino, o advogado comentou que o professor não agiu de forma violenta ou com agressão verbal.
Por conta dessa depressão, o professor entrou com um pedido de afastamento para tratar da saúde mental no início do ano, mas, segundo o advogado, o pedido foi negado.
O outro lado:
Em vídeo, a secretária de Educação Juliana Rohsner disse que a prefeitura está prestando assistência à criança e à sua família e informou que o caso é acompanhado pela Corregedoria e pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
Juliana Rohsner ainda esclareceu sobre o pedido de afastamento por questões de saúde feito pelo professor. "O servidor apresentou, durante dois momentos, um laudo de hipertensão arterial pedindo trabalho de forma remota. E ele teve esse laudo negado porque não estava dentro da portaria 050/Sesa, que a gente utiliza como parâmetro nas questões de afastamento para trabalho remoto".
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