Operações da Polícia flagram 555 infrações envolvendo motocicletas no ES
Entre as principais irregularidades estão veículos sem registro ou licenciamento e condutores com uso indevido do capacete
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Equipes de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) e do Batalhão de Trânsito (BPTran) realizaram quatro ações na última semana, integrantes da Operação Cavalo de Aço.
Foram abordadas 1.438 motos e registradas 555 infrações. Entre as principais irregularidades estão 82 veículos sem registro ou licenciamento, 103 condutores com uso indevido do capacete, 96 motociclistas conduzindo com calçados inadequados, 29 dirigindo sem habilitação e 31 recusas ao teste do bafômetro.
O objetivo das ações foi fiscalizar motocicletas nas cidades que mais sofrem com acidentes. As equipes contaram com o apoio das guardas municipais onde as ações foram realizadas.
Segundo o gerente de Fiscalização de Trânsito do Detran-ES, Jederson Lobato, a intensificação das blitze é reflexo do monitoramento constante dos índices de violência no trânsito.
“Nós temos feito esse monitoramento dos acidentes de maneira mais intensificada e integrada desde o ano passado. E continuam os motociclistas representando quase metade, eventualmente mais da metade, das mortes no trânsito. Então é um público que a gente precisa, de fato, estar atento”, afirmou o gerente de Fiscalização.
Segundo ele, do início do ano até a última segunda-feira, foram registradas 84 mortes de motociclistas, contra 68 no mesmo período de 2025, um aumento de 23%.
“Licenciamento sempre é uma infração muito flagrada, mas observamos um número considerável de condutores sem habilitação. A gente reforça o quanto essa atitude de dirigir sem carteira contribui para a insegurança viária”, destacou Jederson.
Operação
O chefe da Comunicação Social do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, tenente Lucas Gabriel Lourenço, reforçou que a Operação Cavalo de Aço é permanente.
“É uma operação de fiscalização focada no público de motociclistas. O objetivo é reduzir o número de sinistros fatais no trânsito do nosso Estado”, explicou.
O tenente ressaltou também que os pontos de fiscalização são definidos com base nos índices de acidentes. “Aqueles pontos que mais sofrem com acidentes são justamente os mais fiscalizados”, afirmou Lourenço.
Os números
- 1.438 é o número de abordagens
- 84 mortes registradas neste ano
Fique por dentro
Fiscalização
- As quatro ações da última semana da Operação Cavalo de Aço foram realizadas por equipes de fiscalização do Detran-ES e do BPTran.
- Elas aconteceram nos municípios: Vila Velha (24/02), Vitória (25/02), Serra (26/02) e Linhares (28/02).
- Os agentes abordaram 1.438 motos e registraram 555 infrações de trânsito.
Irregularidades
- A fiscalização revelou que as infrações mais recorrentes estão diretamente ligadas à segurança e à regularidade documental.
Entre as registradas estão:
- 82 veículos sem registro ou licenciamento.
- 103 condutores com uso indevido do capacete (sem viseira ou com viseira levantada).
- 96 motociclistas usando calçados inadequados (como chinelo).
- 29 condutores sem habilitação.
- 31 recusas ao teste do bafômetro.
- 26 veículos em mau estado de conservação (como pneu careca).
Monitoramento
- O Detran-ES tem feito o monitoramento de mortes no trânsito diariamente. Até o dia 2 de março de 2025 eram 68 registros de mortes de motociclistas.
- Em 2026 já são 84 registros, um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Cavalo de Aço
- A Operação de fiscalização focada em motociclistas verifica as regularidades dos veículos e de seus condutores.
- O objetivo é reduzir o número de acidente fatais no trânsito de todo Estado e foca nos motociclistas pois são aqueles que mais sofrem, representando quase metade das vítimas fatais.
Motociclistas na mira
- ações futuras continuarão sendo realizadas tanto de maneira autônoma pela Polícia Militar e BPTran como também em ações integradas com outros órgãos, como Detran, Guardas Municipais e outros.
Ações
- Somente em 2026 já foram realizadas 79 operações desse tipo.
- Os pontos para ocorrência são escolhidos conforme os índices de acidentes, ou seja, aqueles pontos que mais sofrem com os acidentes são os que mais são fiscalizados.
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