Novo atirador de elite acerta alvo a 800 metros de distância
Oficial se tornou o único operador da Core habilitado para atuar em missões que exigem elevado grau de precisão
A Polícia Civil do Espírito Santo passa a contar com um novo “sniper” em seus quadros. O oficial investigador Felipe Seidel Albuquerque concluiu o XXI Curso de Atirador de Precisão e se tornou o único operador da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) habilitado para atuar em missões que exigem elevado grau de precisão.
Além da capacidade de realizar disparos precisos a até 800 metros, a função envolve produção de inteligência, observação e apoio estratégico às equipes em campo.
Segundo Felipe, a especialização é resultado da trajetória iniciada em 2010, quando ingressou na Polícia Civil e passou a atuar no então Grupo de Operações Táticas.
No ano seguinte, após ser baleado durante o cumprimento de um mandado de alto risco, ele decidiu aprofundar os conhecimentos em técnicas operacionais.
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Desde então, acumulou cursos na Core do Rio de Janeiro, na Polícia Federal e em outras forças de segurança, sempre com foco em operações especiais, armamento e tiro.
A formação mais recente foi considerada por ele uma das mais completas do País.
Durante 38 dias, ao lado de operadores de grupos especiais de diversos estados, participou de treinamentos intensivos de balística, montagem e regulagem de equipamentos, tiro de curta, média e longa distância, camuflagem, progressão em áreas rurais e urbanas, além de provas práticas semanais e avaliações teóricas.
Dos 22 policiais que iniciaram o curso, 20 concluíram a capacitação. “Não foi pela falta de dificuldade, mas realmente pela competência, capacidade e dedicação dos policiais. Todos foram muito unidos e bastante dedicados a treinar todas as matérias”.
Felipe conta que a rotina ia além das aulas. Os participantes treinavam também no período noturno, revisando técnicas e aperfeiçoando o manejo dos equipamentos. “Um instrutor dizia: 'Vocês não são snipers, vocês estão snipers'. Ou seja, é uma função que exige treinamento permanente e atualização constante”, destaca.
Ele ressaltou, ainda, que o trabalho do sniper vai muito além do tiro de precisão. “A principal missão é monitorar cenários, levantar informações em tempo real, avaliar riscos e fornecer apoio ao comandante da operação e às equipes táticas. O disparo letal é sempre o último recurso e tem como objetivo preservar vidas”.
Atuação em captura e situação de reféns
Além de ampliar a capacidade de resposta da Polícia Civil em operações de alto risco, o novo Setor de Sniper da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) terá papel estratégico em ocorrências como crises com reféns, capturas de criminosos de alta periculosidade e cumprimento de mandados.
Antes mesmo de um eventual disparo, o atirador de precisão atua na observação do cenário, coleta de informações e apoio à tomada de decisões para reduzir riscos e preservar vidas.
O coordenador da Core, delegado André Costa, afirmou que a formação de um operador especializado em tiro de precisão representa um avanço estratégico, já que amplia os recursos disponíveis para o gerenciamento de crises e operações especiais. “A conclusão do curso representa o primeiro passo de um projeto maior. Outros operadores serão formados”.
Ele explicou que o emprego do “sniper” ocorre em situações de maior complexidade operacional, dentro de rigorosos protocolos técnicos e legais.
“Ele pode atuar em ocorrências com reféns, gerenciamento de crise, operações de reconhecimento avançado, operações de alto risco para cumprimento de mandados, recaptura de criminosos de alta periculosidade, assim como proteção de autoridades e levantamento de informações, além de prestar apoio a equipes.”
O delegado enfatizou que a função do “sniper” vai muito além do disparo de precisão. “Grande parte da atividade está relacionada à vigilância, reconhecimento, produção de inteligência em tempo real e fornecimento de informações estratégicas ao comandante de operações complexas”.
Saiba Mais
Treinamento de referência
- O XXI Curso de Atirador de Precisão, promovido pelo Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal, é considerado um dos mais respeitados do País.
- Participaram 22 operadores de grupos especiais de diversas forças de segurança, como Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil de diferentes estados.
Formação
- Realizado entre 1º de junho e 8 de julho, o curso teve 38 dias consecutivos de treinamento.
- Os participantes receberam instruções sobre balística, montagem e regulagem de equipamentos, tiro de curta, média e longa distância, camuflagem, progressão em áreas rurais e urbanas, além de técnicas de observação e reconhecimento.
- A formação incluiu provas práticas semanais, com disparos em diferentes posições e situações, além de avaliações teóricas e exercícios de camuflagem.
Além do disparo
- Embora seja conhecido pelo tiro de precisão, o “sniper” é preparado para observar, produzir inteligência e apoiar o gerenciamento de crises.
- O curso enfatiza a coleta de informações em tempo real, avaliação de riscos, proteção das equipes e preservação de vidas, deixando o disparo letal como último recurso.
Treinamento
- Tornar-se “Sniper” não é um objetivo concluído com a formatura do curso. A função exige treinamento permanente, atualização constante e domínio técnico para manter a precisão e a segurança.
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