Marcas históricas: atletas campeões de força e resistência
Capixabas batem marcas no powerlifting e na natação, enquanto a RankBrasil destaca a busca por superação
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Se na cozinha os recordes capixabas impressionam pelo tamanho, nos esportes eles são medidos em força, resistência e superação.
O atleta capixaba Felipe Teixeira, 30 anos, é destaque no powerlifting, modalidade de levantamento de peso focada na força máxima. No ano passado, ele bateu os recordes brasileiros ao levantar 305 kg no agachamento e 315 kg no levantamento terra, na categoria de até 100 kg.
Atualmente, Felipe é campeão mundial. E para conseguir atingir essas marcas, o atleta tem uma rotina regrada, treinando na garagem de sua casa.
“Hoje em dia sou meu próprio treinador e treino quatro vezes na semana. Pode parecer pouco, mas cada treino dura mais de duas horas. A sorte é que, por ser um esporte de muito gasto, eu posso comer bastante”, brinca.
O próximo objetivo de Felipe é bater o recorde mundial da sua categoria, levantando mais de 350 kg, em campeonato no mês de abril. “No último mundial eu tentei bater esse recorde e não consegui. Mas eu não desisti”.
O atleta conta que hoje o powerlifting é sua vida. “Foi por causa do esporte que montei meu próprio negócio, que é a minha academia, e não quero parar tão cedo. Estou novo ainda, tenho muita lenha para queimar”.
Já dentro das águas, o engenheiro Marcio Junqueira, 53 anos, foi o primeiro capixaba a atravessar o Canal da Mancha, entre a França e a Inglaterra, considerado o “Everest da natação”, em 2020.
Desde então, o atleta coleciona marcas históricas. Ele se tornou o primeiro capixaba a conquistar a Tríplice Coroa Mundial da natação em águas abertas, circuito que reúne as travessias do Canal da Mancha, da Ilha de Manhattan e do Canal de Catalina (EUA).
“Para além dos números, é uma realização pessoal enorme. Antes não era capaz de imaginar que conseguiria nadar essas distâncias”.
Marcio conta que começou a nadar após uma cirurgia de hérnia de disco e, aos poucos, passou a participar de competições.
“A palavra mais importante, para mim, é 'equilíbrio'. A rotina é muito pesada. Então não dá para perder o prazer pelo esporte, senão você vira escravo disso”.
Agora o atleta se prepara para outro recorde, sendo o primeiro capixaba a conquistar a Tríplice Coroa Sul-Americana. Em 2018, ele concluiu a travessia do Leme ao Pontal, no Rio de Janeiro e, na última semana, atravessou o Lago de Bariloche, na Argentina. Para completar o desafio, ele pretende atravessar o Rio da Prata, entre o Uruguai e a Argentina, em 2027.
“Todos podem se tornar recordistas em algo”
Desde 1999, a RankBrasil é o único sistema de homologação de recordes brasileiros. Segundo o diretor fundador da empresa, Luciano Cadari, durante todos esses anos, os mais curiosos tipos de recordes já foram registrados.
“Gosto sempre de dizer que todas as pessoas podem quebrar um recorde. Tem como fazer muita coisa legal nas mais diversas áreas. Já registramos recordes que muita gente nem imagina que seja algo possível”.
Para ele, o que motiva uma pessoa a bater um recorde é a possibilidade de ter um reconhecimento.
“Os motivos são individuais, mas geralmente chegam nessa ideia de ser reconhecido por algo. Alguns buscam recordes para se promover profissionalmente, como empresas ou outros prestadores de serviço. E algumas pessoas buscam para tentar se desafiar”.
Quem tem interesse em bater um recorde deve começar pesquisando o que já foi feito. Depois, o interessado precisa procurar a equipe da RankBrasil para verificar se o feito é viável.
Segundo Luciano, não existem limites para a imaginação.
“Uma vez um rapaz me procurou porque queria lançar um livro e achava que seria interessante, para promover a obra, dizer que era recordista de algo. Marcamos uma reunião e ele me disse que gostava de tocar piano. Pronto, ele bateu o recorde de pessoa que ficou mais tempo tocando piano”.
Ao conseguir bater um recorde, a pessoa que conquistou o feito recebe do RankBrasil um troféu de aço escovado, uma medalha e um certificado. Luciano explica que, para isso, é preciso pagar um valor.
“Como essa é nossa forma de arrecadar dinheiro, cobramos um valor para que a pessoa tenha esse registro que dura para sempre”.
O diretor diz que incentiva as pessoas a buscarem quebrar recordes.
“Bater um recorde é, também, uma forma de superação de si mesmo. E isso faz muito bem para a autoestima das pessoas”.
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