Incêndio atinge apartamento em Jardim Camburi e prejuízo ultrapassa R$ 80 mil
Fogo teria sido causado por um carregador de celular
Um incêndio atingiu um apartamento localizado no terceiro andar de um condomínio no bairro Jardim Camburi, em Vitória, na noite dessa quarta-feira (15). Durante a ocorrência, o edifício foi completamente evacuado e não houve vítimas. O prejuízo, segundo o proprietário, pode ultrapassar R$ 80 mil.
De acordo com a apuração da reportagem da TV Tribuna/Band, no local moram três pessoas: um idoso, a filha dele e uma criança de 8 anos. Ao Corpo de Bombeiros, o proprietário relatou que estava assistindo televisão na sala quando sentiu o cheiro de fumaça vindo de um dos quartos, que já estava em chamas. O homem tentou combater o incêndio com um extintor, mas sem sucesso.
"Chegando no local, os militares montaram uma linha de combate até o apartamento, fazendo uso da água do próprio caminhão, mas o fogo tinha se alastrado para outros cômodos. Foi necessário usar um hidrante próximo ao edifício para a extinção do fogo", explicou a corporação, por nota.
Após as chamas serem extintas e o rescaldo ser realizado, os militares acionaram a Defesa Civil Municipal para verificar a situação estrutural da edificação. "O proprietário solicitou perícia e o prazo para conclusão do laudo é de 20 dias, prorrogáveis", completou.
Ainda segundo a reportagem, o proprietário suspeita que o incêndio tenha sido causado por um carregador de telefone. O acessório, que não estaria conectado em um celular, estava ligado na tomada e encostado em um colchão.
O Corpo de Bombeiros retornou ao local nesta quinta (16), após alguns moradores virem fumaça no local. "A guarnição constatou que seria o resto da fuligem do material queimado, tendo em vista que havia móveis e roupas nos locais afetados", concluiu a corporação.
Por nota, a Defesa Civil Municipal de Vitória informou que foi acionada para realizar uma vistoria técnica de avaliação estrutural do imóvel e que, durante o trabalho, foram averiguados, além da unidade afetada, os apartamentos imediatamente superiores (4º andar) e o imóvel lateral adjacente ao foco inicial do incêndio.
"Após a inspeção, não foi constatado comprometimento da estrutura principal do edifício, como vigas, pilares e lajes, em decorrência das temperaturas atingidas ou da ação direta do fogo", explicou o órgão.
Como medida preventiva, agentes orientaram a desocupação temporária do apartamento atingido pelo período de 48 horas. "A recomendação se deve à elevada concentração de partículas e compostos voláteis resultantes da combustão, evidenciada pelo forte odor de fumaça, que pode comprometer a qualidade do ar interno e o bem-estar dos ocupantes", completou a Defesa Civil.
Ao fim do prazo, e mediante adequada ventilação do ambiente, o próprietário está autorizado a iniciar as intervenções de reparo e a reocupação da unidade, "desde que sejam observadas as normas técnicas vigentes, especialmente aquelas relacionadas às instalações elétricas e aos materiais de acabamento", afirma.
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