Familiar de passista morto em acidente: "Meu irmão amava a vida"
Cresce número de mortes de passageiros em motos; caso de Guilherme expõe risco no transporte por aplicativo
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Na triste estatística de mortes em acidentes envolvendo motocicletas, vítimas que estavam como carona têm aumentado. Um dos casos foi o do passista Guilherme dos Santos Correa, de 31 anos.
Ele sofreu um acidente no dia 15 de março, quando a moto por aplicativo em que estava foi atingida por um carro que saía de um posto de combustível. Guilherme chegou a ficar duas semanas internado no Hospital São Lucas, em Vitória, mas não resistiu.
A irmã dele, a balconista Suellen dos Santos Silva, revelou que o uso desse tipo de transporte por aplicativo fazia parte da rotina de Guilherme, principalmente por causa dos trabalhos como freelancer. “Meu irmão amava a vida, era batalhador, corria atrás dos seus sonhos. Uma perda muito grande para todos nós”.
Suellen contou que, na noite do acidente, Guilherme tinha trabalhado o dia todo em um estabelecimento comercial e passou na casa de uma amiga. Para voltar, optou por pegar a moto, às 23 horas. “Pessoas começaram a postar imagens do acidente em grupos e foi assim que descobrimos”.
Ela relatou que, durante o período de internação, a comoção foi grande no hospital. “Guilherme era uma pessoa querida na comunidade e por onde passava. Além de passista de escola de samba, também era professor de dança e participava de competições fora do Estado”.
Além da atuação artística, o jovem ainda trabalhava com produção de bolos para festas. “Ele fazia de tudo um pouco, corria atrás do que queria”, lembrou.
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