Entenda o resultado o relatório que monitorou a mancha na Praia da Guarderia
De acordo com grupo de trabalho do Ministério Público, paralisação de bomba foi um dos principais motivos do prolema
Um monitoramento acompanhado pelo grupo de trabalho do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) concluiu que a mancha identificada na Praia da Guarderia, em Vitória, tem mais de uma causa.
De acordo com a nota técnica aprovada, que apresenta a avaliação preliminar da balneabilidade da Praia da Guarderia e entorno, o fenômeno resultou, provavelmente, na combinação de fatores ambientais e estruturais.
Dentre os fatores, em especial, está a paralisação temporária da bomba de tempo seco da Estação de Bombeamento de Águas Pluviais (EBAP), entre dezembro e fevereiro.
A interrupção comprometeu a interceptação de contribuições irregulares de esgoto conectadas à rede de drenagem pluvial.
Contribuições difusas de municípios da Região Metropolitana e condições naturais favoráveis à proliferação de microalgas também foram identificadas como possíveis agravantes.
Segundo Marcelo Lemos, promotor de Justiça de Vitória, o grupo de trabalho do MPES buscou uma conclusão que fosse única e cientificamente comprovada e a resposta foi uma: a saída de esgoto clandestino na rede pluvial. Ele explicou como se deu a paralisação da bomba.
“Por uma questão técnica e qualquer ali que a gente precisa analisar melhor, houve a paralisação, o que acabou sobrecarregando o sistema. Tanto que a bomba, quando voltou a funcionar, melhorou a qualidade da água. Fica claro que a gente precisa dessa bomba em funcionamento ali permanentemente até que tenha uma solução definitiva, que é a ligação das redes que ainda não estão ligadas”, detalhou.
A nota técnica classifica a área no entorno da manilha de drenagem como imprópria para banho, em razão do risco à saúde pública devido à presença de fonte pontual ativa de poluição e da variabilidade dos resultados microbiológicos.
Reunião
O Grupo de Trabalho realizará nova reunião na segunda quinzena de maio para avaliar os resultados mais consolidados das coletas.
“O encaminhamento é no sentido que a gente tenha uma metodologia para fazer a balneabilidade em Vitória. É uma metodologia que é apontada pelos biólogos e oceanógrafos e pela Ufes que traz maior segurança”, ressaltou Marcelo Lemos.
Entenda
Causa
- Uma mancha escura foi identificada nas imediações da Ilha do Frade e da Guarderia, na região da Curva da Jurema, em fevereiro.
- O levantamento aconteceu nos meses de março e abril.
- Segundo o documento, o fenômeno foi resultado provavelmente de uma combinação de fatores ambientais e estruturais.
- Durante o período, foram realizadas cinco campanhas de monitoramento microbiológico.
Pontos impróprios
- O Ponto 14, localizado em frente ao Quiosque do Alemão, foi identificado como área sensível, com indícios de contaminação recorrente e origem ainda não plenamente determinada.
- O local demanda monitoramento contínuo e investigações complementares.
- A área está classificada como “inconclusivo”.
Recomendações
- Algumas medidas recomendadas pelo grupo de trabalho são identificação e correção de ligações clandestinas de esgoto.
- Outra medida é o monitoramento da caixa de tempo seco.
- A médio prazo, o MPES recomenda a retirada de manilhas de drenagem da faixa de praia.
- O órgão destaca que as conclusões têm caráter preliminar.
- Os resultados dos parâmetros físico-químicos coletados ainda estão sendo processados em laboratório.
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