Dez mil mergulhadores já visitaram navio afundado que virou recife artificial em Guarapari
Além de atrair uma diversidade de espécies de peixes, crustáceos, moluscos e outras vidas marinhas, um recife artificial também atrai muitos turistas. É o exemplo do Victory 8B, localizado em Guarapari, o maior recife artificial da América Latina.
Segundo a empresa que opera serviços de turismo ao local, a Atlantes Viagens e Mergulhos, o navio no fundo do mar já atraiu cerca de 10 mil mergulhadores profissionais a Guarapari, desde que foi naufragado, em 2003, para se tornar um recife artificial.
“O Victory é um sucesso. Vem gente do mundo inteiro ver porque ele é o maior da América Latina”, conta o instrutor de mergulho técnico profundo e proprietário da empresa, Bruno Filipeto.
“Ele mudou totalmente o ambiente onde foi naufragado. Então, a gente é completamente favorável a essas iniciativas, tanto do ponto de vista turístico, quanto do ponto de vista ecológico. Mergulhar no Victory hoje é mergulhar em meio à vida marinha”, completa.
“Além de uma infinidade de corais, encontramos também garoupa, badejo, sarda, sardinha, olho de cão, olho de boi. No último verão, tivemos encontro com golfinhos. É uma área riquíssima em vida marinha”, relata Bruno, acrescentando que gostaria de ver a embarcação Iron Trader, abandonada desde 2015 no Porto de Vitória, virar recife artificial.
Com 89.77 metros de comprimento, 13,6 metros de altura e pesando mais de quatro toneladas, o Victory 8B se encontra hoje entre 18 a 36 metros de profundidade, entre as Ilhas Rasas e Escalvada, a 12 quilômetros das principais praias do balneário.
Para mergulhar no recife artificial, entretanto, é necessário ser um mergulhador certificado, por causa da profundidade. O passeio custa R$ 260.
A embarcação havia sido abandonada no Porto de Vitória em 1997 e chegou a correr o risco de naufragar, por falta de manutenção, o que seria um desastre ecológico.
Somente cinco anos depois, ela foi transformada em recife artificial, em um projeto que envolveu governo do Estado, secretarias de Meio Ambiente e autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Uma empresa também foi contratada para limpar o navio e eliminar qualquer resíduo que poderia prejudicar o meio ambiente, com óleos e combustíveis, antes do transporte e naufrágio do navio.
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