Conheça a nova tecnologia usada no ES para identificar carros clonados
Equipamentos capazes de analisar estruturas metálicas e módulos eletrônicos vêm sendo usados para identificar automóveis suspeitos
Uma nova tecnologia tem reforçado o combate à clonagem e à adulteração de veículos no Espírito Santo. Equipamentos capazes de analisar estruturas metálicas e módulos eletrônicos vêm sendo usados por forças de segurança e órgãos de trânsito para identificar automóveis suspeitos armazenados na Central de Leilões do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES), na Serra.
Segundo o Detran, entre as ferramentas estão um equipamento de raio-X, utilizado na inspeção das superfícies metálicas onde são gravados os números de chassi e motor, e o Scanner Guardian, empregado na análise dos módulos eletrônicos dos veículos.
Para o gerente de Fiscalização de Trânsito do Detran-ES, Jederson Lobato, a tecnologia permite identificar características originais que podem não ser percebidas em uma análise convencional.
A partir dos exames, os agentes conseguem confrontar os dados encontrados com as informações oficiais do veículo e detectar possíveis alterações em placas, chassi e motor.
“É um trabalho que amplia a capacidade de identificação de automóveis adulterados e ajuda a localizar veículos que possam estar relacionados a crimes como furto, roubo, receptação e clonagem”, afirma.
O uso dos equipamentos foi um dos principais diferenciais da Operação Integrada DNA Veicular, realizada na semana passada, no pátio da Central de Leilões do Detran, na Serra.
Durante a ação, um veículo com restrição por furto ou roubo foi recuperado e outros três tiveram adulterações nos sinais identificadores confirmadas.
Participaram da iniciativa agentes do Detran-ES e efetivos da Polícia Militar (PMES), Polícia Civil (PCES), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Científica (PCIES) e da Divisão de Operações de Trânsito da Serra (DOT).
Em nota, o Detran informou que as equipes iniciaram o trabalho pela conferência das informações disponíveis nos sistemas oficiais e características dos veículos e eventuais restrições.
Na sequência, os elementos identificadores aparentes foram examinados com equipamentos específicos de identificação veicular, permitindo comparar os dados registrados com as características originais dos automóveis.
O que eles dizem
Mais precisão
“Estamos incorporando novas tecnologias para tornar a identificação veicular mais precisa e ampliar a capacidade de combater fraudes. Esses equipamentos ajudam a revelar adulterações que muitas vezes não são perceptíveis a olho nu e fortalecem o trabalho integrado das forças de segurança no enfrentamento ao furto, roubo, receptação e clonagem de veículos”.
Avanço
“Essa tecnologia representa um avanço para a fiscalização, porque permite aprofundar a análise dos elementos de identificação dos veículos e encontrar indícios de adulteração que podem passar despercebidos. Com informações mais precisas, conseguimos contribuir para retirar de circulação veículos ligados a práticas criminosas”.
Saiba Mais
Raio-X
O equipamento é usado para examinar as superfícies metálicas onde ficam gravadas as numerações de chassi e motor. A tecnologia ajuda a identificar sinais de adulteração e características que podem não ser percebidas em uma inspeção convencional.
Scanner Guardian
Analisa os módulos eletrônicos do veículo e permite confrontar as informações encontradas com os dados registrados nos sistemas oficiais. A ferramenta auxilia na identificação de inconsistências e possíveis alterações.
Vantagens
As tecnologias tornam a fiscalização mais precisa e ampliam a capacidade dos agentes de descobrir a identificação original de veículos adulterados. Com isso, ajudam a localizar automóveis relacionados a furto, roubo, receptação e clonagem e dão mais segurança ao processo de identificação veicular.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários