Colegas de turma têm encontro emocionante 40 anos após formatura
Colegas da turma V22 de Edificações da Escola Técnica Federal do Espírito Santo se reuniram para celebrar a amizade
Quarenta anos depois de deixarem as salas do curso técnico em Edificações da Escola Técnica Federal do Espírito Santo (ETFES), antigos colegas da turma V22 se reuniram para celebrar a amizade e relembrar as histórias vividas entre 1984 e 1986.
O encontro reuniu 24 ex-alunos, além de familiares, em uma tarde marcada por abraços, risadas, fotos antigas e lembranças de uma época que, para muitos deles, permanece viva até hoje.
Um dos organizadores do evento, o analista Rômulo Quintão, de 57 anos, conta que a turma manteve o contato ao longo das últimas quatro décadas com festas, churrascos e reuniões menores.
“Isso é muito interessante, porque nós temos essa vontade de estarmos juntos. Nada é forçado, é realmente uma união que se mantém até hoje”, destaca.
Para tornar o reencontro ainda mais especial, a programação foi pensada como uma viagem ao passado. Os ex-alunos reuniram fotografias antigas, objetos usados nas aulas e até projetos da época do curso, além de prepararem brincadeiras, bingo e karaokê.
“A ideia era fazer esse resgate da época, lembrando das histórias que temos juntos e também dos acontecimentos ao longo desses 40 anos”, diz Rômulo.
Para a professora Patrizia Lovatti, de 56 anos, a explicação para uma amizade tão duradoura está justamente na fase da vida em que ela começou.
“Nos conhecemos em uma fase ainda muito pura da vida. Era uma amizade genuína, que veio naturalmente, sem precisar fazer muito esforço”.
Distância
E nem a distância foi capaz de impedir a comemoração. A comerciante Patrícia Louzada, de 57 anos, mora em Porto Seguro, na Bahia, e veio para o Espírito Santo só para rever os amigos.
“Eu digo que isso é revigorante. Uma tarde com esses amigos tem uma importância muito grande. A gente lembra das histórias, dos apelidos, do jeito de falar”.
A engenheira Rojaira Scarpino, de 56 anos, também acredita que a convivência intensa durante o curso ajudou a fortalecer os laços.
“Eu tenho uma turma da universidade que não tem essa mesma união. Acho que o fato de termos passado três anos juntos na Escola Técnica fez muita diferença”.
O que eles dizem
“Sempre fomos muito unidos. Tem gente que mudou totalmente de vida, foi morar fora, mas, quando conseguimos, sempre damos um jeito de estarmos juntos de novo”. – Patrizia Lovatti, professora
“Já se passaram 40 anos, mas quando nos encontramos, parece que foi ontem. É muito bom conseguir manter um grupo grande assim tão unido ao longo dos anos”. – Rômulo Quintão, analista
“Fico muito feliz sempre que temos um momento desses. Nós nos reconectamos com a época que vivemos, porque lembramos das histórias e isso faz com que elas continuem vivas”. – Patricia Louzada, comerciante
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