Caso Kevinn: Associação critica "pré-julgamento" de médicas envolvidas
Profissionais que estavam de plantão no dia da morte do adolescente foram afastadas sem que houvesse antes um processo para apurar os acontecimentos
A Associação Médica do Espírito Santo (AMES) se pronunciou publicamente contra o afastamento de duas médicas - que não tiveram seus nomes divulgados - envolvidas no caso do adolescente Kevinn Belo, de 16 anos, que morreu após esperar 4 horas por uma vaga de UTI.
A nota criticando o pré-julgamento em relação às profissionais, se deu, após o secretário de saúde Nésio Fernandes falar sobre o fato em rede nacional nesta segunda-feira (02).
Em entrevista, Nésio disse que a conduta das profissionais deve ser investigada e a negligência por parte do Hospital também precisa ser apurada. No entanto, o secretário afirmou que as médicas que estavam no plantão no momento do ocorrido já foram previamente afastadas.
De acordo com a AMES, o afastamento das profissionais de saúde foi arbitrário, por não ter sido realizado um processo administrativo disciplinar para apuração do ocorrido antes da decisão. Para a associação, a medida é uma forma da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) se isentar de qualquer responsabilidade sobre a questão.
A morte de Kevinn, aconteceu na madrugada do último sábado (30), em uma ambulância em frente ao Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIMABA).
Leia a nota na íntegra:
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