Vitória: harmonia entre a cidade e o meio ambiente
A perfeita harmonia entre cidade e meio ambiente transforma a capital capixaba em destino procurado por quem quer desacelerar
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Estar em Vitória é se encontrar com a natureza. Mesmo sendo uma capital, a cidade não carrega a pressa e a rigidez que costumam marcar os centros urbanos. Entre avenidas e prédios, e apesar do trânsito, quem passeia pelo município consegue respirar com calma e suspirar com paisagens que encantam, relaxam e conectam.
O movimento urbano se mistura com o silêncio das águas, o verde das árvores, os pés na areia e o vento no rosto no calçadão da praia. A natureza divide espaço com a vida cotidiana, e a harmonia entre cidade e meio ambiente transforma Vitória em um destino procurado por quem busca desacelerar.
Entre ilhas, manguezais, baía e mar aberto, a cidade oferece experiências que aproximam moradores e turistas de paisagens pouco exploradas: Vitória tem um dos maiores manguezais urbanos da América Latina. Dos cerca de 98 quilômetros quadrados do município, aproximadamente 11 são ocupados por manguezais, ecossistemas de transição entre rios e mar.
É nesse ambiente, cercado por raízes aéreas, caranguejos, siris e mariscos, que parte da identidade capixaba se constrói. É nesse cenário que se faz, também, turismo de experiência.
O educador ambiental Wallace Mendes Barbosa é cria do manguezal. Cresceu em Goiabeiras e transformou a relação com a natureza em trabalho. Por meio da Inata Sustenatural, ele promove vivências que passam pelo manguezal, passeios de barco ao pôr do sol e visitas à antiga pedreira Rio Doce, no bairro Joana D’Arc.
“As pessoas veem Vitória por ângulos com os quais não estão acostumadas no dia a dia”, diz.
Outra forma de fazer isso é a bordo de uma lancha, com a equipe da Capitão Grilo. Em cerca de quatro horas de navegação, dá para apreciar alguns dos principais cartões-postais da região metropolitana.
Em determinada época do ano, o mar se torna ainda mais encantador. Já é hora, inclusive, de iniciar a contagem regressiva: entre junho e outubro, as baleias jubarte retornam ao litoral capixaba, para acasalar, ter filhotes e amamentá-los. A Grande Vitória tem registrado recordes de nascimento de bebês jubarte, segundo o Projeto Amigos da Jubarte.
Nesse período, expedições para pesquisas e turismo de observação de baleias transformam o oceano em palco para um dos espetáculos naturais mais aguardados do ano.
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